O cosmo de Seiji Yokoyama subiu até o céu como uma estrela.

Minha homenagem ao meu amado e inigualável compositor Seiji Yokoyama (横山菁児), que faleceu no último dia 8 de julho aos 82 anos.

{!} Disponible: Sous-titres en Français

Descanse em paz.

{Turistando no Japão} A realização de um sonho ♥

Programamos nossa viagem ao Japão, eu, meu marido e um queridíssimo casal de amigos, há uns dois anos. Inicialmente eu pensei que não conseguiríamos por ser uma viagem custosa e burocrática. E é. Muito! Porém com muita organização e esforço tudo avançou com sucesso. Eu sentia que estava cada vez mais próxima de realizar um dos sonhos da minha vida: conhecer o Japão.

Fomos em outubro de 2016, estação outono, e passamos dezessete dias em solo japonês. Estou descontando as mais de 60 horas entre voos e conexões da ida como da volta cruzando o globo, pois são dias extremamente cansativos, com momentos estressantes e dos tipos de voos que deram medinho.

Nosso primeiro contato com o Japão foi logo dentro do avião, acredito que faltando uns 30 minutos para pousar no Aeroporto Internacional de Narita. Recebemos as boas-vindas do vulcão ativo Monte Fuji.

Recebidos por Fuji-san (富士山).

Dizem ao turista que viaja a terra do sol nascente a seguinte superstição: caso ele aviste, de qualquer local, o Monte Fuji, sua volta ao Nihon está garantida. Será? Espero que sim!

Buscando em minha (fraca) memória, não recordo onde li sobre isso. Só sei que fiquei imensamente feliz ao avistar o Fuji-san. Nem tinha pisado em solo japonês e o Fuji já estava timidamente lá, nos recebendo e adiantando nossa volta (^_^).

Depois de passar pela burocrática imigração e pegar nossa internet, pernoitamos no hotel da cidade de Narita, localizada na província de Chiba. Lá conheci e comprei minha primeira comida de muitas do Konbini (a tal loja de conveniência japonesa). Pensem num local com comida boa e em conta. No dia seguinte, bem cedinho, partimos para Kyoto por Shinkansen (trem-bala).

Kyoto (京都市)

Nossos dias em Kyoto foram incríveis! (*-*) Dizer que me apaixonei pela cidade não é exagero. Kyoto é encantadora em todos os aspectos. É uma cidade belíssima, limpa, as pessoas são gentis, concentra monumentos históricos de períodos variados e apresenta um patrimônio cultural fantástico. Sério, eu não queria ir embora. Até voltei meio que reclamando porque fomos para Tokyo, hahahaha. Muito amor por Kyoto ♥.

Em Kyoto visitamos vários locais, como o Mercado Nishiki, Kinkakuji, Castelo de Nijō, Gion Corner, Fushimi Inari, Museu Internacional de Mangá de Kyoto e entre outros que ganharão postagem especiais.

Mercado Nishiki (錦市場)

O Mercado Nishiki é uma rua coberta dividida em cinco blocos e recheado por lojas e restaurantes. O mercado é especializado em uma variedade de alimentos tradicionais, como frutos do mar, doces de chá verde, alimentos sazonais, especialidades da cidade, etc. Também dá para encontrar interessantes lojas de utensílios para cozinha e lembrancinhas fofas. Passeio essencial para se conhecer a culinária e especiarias de Kyoto. Numa próxima vez gostaria de explorar mais o local.

Templo do Pavilhão Dourado (金閣寺)

Kinkakuji, também conhecido como Templo do Pavilhão Dourado, é um templo zen coberto por folhas de ouro. Antes de se torna templo da seita Rinzai em 1408, era local de descanso do terceiro shogun do shogunato Ashikaga, Ashikaga Yoshimitsu (1358 – 1408). Infelizmente a estrutura do pavilhão foi queimada inúmeras vezes até chegar à sua reconstrução atual, datada de 1955. Embora não seja possível entrar no pavilhão, as estátuas de Shaka Buddha e Yoshimitsu, que ficam no primeiro andar / térreo, podem ser vistas de toda a lagoa.

Ao redor do pavilhão, dá para seguir pelos jardins que conserva o desenho original dos dias do shogun Yoshimitsu e encontrar adiante lojinhas de souvenir e de deliciosos doces tradicionais, além de um singelo templo que abriga a estátua de Fudo Myoo, um dos Cinco Reis da Sabedoria e protetor do Budismo. Mesmo com um público considerável, eu gostei bastante desse passeio. O local é muito agradável. Ah, e os doces tradicionais são uma delícia (*¬*).

Castelo de Nijō (二条城)

O Castelo de Nijō foi construído em 1603 como residência de Tokugawa Ieyasu (1543 – 1616), o primeiro shogun do período Edo (1603 – 1867). Seu neto, Iemitsu (1604 – 1651), terceiro shogun do regime, completou e expandiu o palácio 23 anos depois. Após o final do shogunato Tokugawa, o castelo passou a ser usado como palácio imperial antes de ser aberto ao público e designado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1994. Cercado por muros de pedra e fossos de água, o Nijōjō é dividido em três áreas: Honmaru (destruído por um incêndio no século XVIII), Ninomaru e um jardim tradicional com um grande lago, pedras ornamentais e pinheiros.

Quando visitamos, o Castelo de Nijō estava passando por restaurações na entrada do Portão Leste e em alguns quartos do Ninomaru. Por causa disso não deu para tirar foto da entrada. E dentro do Ninomaru é proibido tirar fotos, infelizmente.

Como a arquitetura original do Ninomaru sobreviveu, os visitantes devem tirar os sapatos antes de entrar no local. O curioso no interior são os corredores do assoalho que rangem a cada passada. Parece que esse barulho era usado como medida de segurança. Os vários quartos são lindamente decorados e cobertos por tatames.

Quando estava perambulando pelo Ninomaru, eu comecei a chorar discretamente. Acho que a ficha deu estar no Japão tinha finalmente caído. Eu estava dentro de um monumento histórico que conhecia através dos livros e de filmes e finalmente estava em meio aquele cenário. Foi uma sensação indescritível que eu nem consigo repassar direito o que senti. E olha que como figura histórica eu nem simpatizo com o Tokugawa. Enfim, uma emoção maravilhosa (^_^).

Gion Corner

Localizado na Yasaka Hall, ao lado do Teatro Gion Kobu Kaburenjo, no Bairro Gion, ou seja, no bairro das gueixas, o Gion Corner é uma atração turística onde os visitantes poderão conferir sete modalidades de artes tradicionais: a cerimônia do chá (chanoyu), o arranjo de flores (ikebana), apresentação de koto, adaptação da música da corte Gagaku, teatro cômico Kyogen, dança Kyo-mai (com uma maiko) e teatro de bonecos Bunraku.

Sinceramente o Gion Corner é um pega turista. Muito caro para um espetáculo de 40 minutinhos num local abafado. O pessoal que se apresenta é esforçado, mas particularmente não recomendo.

Na volta para o hotel (*e nos perdendo no caminho*) avistei algumas maikos com clientes ou indo / voltando de compromissos. Gente, como elas são encantadoras (*o*). Se perder valeu a pena só para vê-las tão de pertinho, hahaha.

Santuário Fushimi Inari (伏見稲荷大社)

Fushimi Inari é o santuário xintoísta mais importante de Kyoto dedicado ao Deus do Arroz, Shinto. O santuário é cheio de estátuas de raposas, que são as mensageiras da divindade. Ele é famoso por seus elegantes torii (portões) vermelhos que se estendem numa trilha que conduz a floresta sagrada do Monte Inari. A origem do Fushimi Inari é antiga, antes mesmo da capital para Kyoto em 794.

Foi um dos passeios que mais amei em Kyoto ♥. O dia estava com um clima agradável e parece que estava tendo algum festival, pois havia vários japoneses de yukata e um corredor com inúmeras barraquinhas de comidas típicas (*enchemos a pança e provamos várias coisas diferentes*). Estávamos empolgados com a beleza indescritível do local (*o*). Foi muito bom também à interação que tivemos com os japoneses. Guardo esse momento com muito carinho nas minhas lembranças. Voltaria com certeza ao santuário. Amei o Fushimi Inari!

Museu Internacional de Mangá de Kyoto (京都国際マンガミュージアム)

Fundado em 2006, o Museu Internacional de Mangá de Kyoto concentra uma quantidade gigantesca de mangás e outros objetos referentes ao quadrinho japonês desde sua origem até os dias atuais. Também apresenta exposições temporárias sobre variados temas. Além disso, o museu é uma enorme biblioteca. Eu estava deveras empolgada verificando aquelas inúmeras prateleiras lotadas de mangás (\*0*/). Ai meu corassaum!!! ♥

Outro local que amei visitar em Kyoto. Como sou apaixonada por mangás, a experiência de estar em meio a tantos títulos conhecidos e desconhecidos é tão estimulante (^_^). Lá dentro não pode fotografar, só em alguns indicados locais. Então na foto eu e meu honorável marido estamos ao lado da clássica Fênix de Osamu Tezuka (1928 – 1989), do seu mangá profundo e inacabado Hi no Tori (1967 – 1988).

Próximo à encantadora Kyoto, visitamos o famoso castelo de Osaka e a cidade de Uji. Infelizmente não deu tempo de visitar Nara (Ç_Ç) (*nem pude ver os simpáticos cervos snif, snif, snif*). O castelo de Osaka e a cidade de Uji terão postagens especiais. No entanto, posso adiantar que foram passeios inesquecíveis e um dos meus preferidos (^_^).

Tokyo (東京)

Depois seguimos para Tokyo por Shinkansen e passamos os demais dias por lá. Por ser a maior metrópole do mundo, concentra-se uma quantidade absurda de pessoas, sempre com aspecto esgotado. Nos grandes centros apresentam uma poluição visual tremenda. Então no começo dá certa irritação ver aquele monte de coisas brilhando nesse mar de gente. Afastando-se desses bairros, a cidade é mais agradável e limpa. Mesmo com sua bagunça organizada, Tokyo não perde seu brilho e tem uma beleza própria, pois apresenta um vasto patrimônio histórico do período Edo e Meiji e da cultura pop, que inclui os mangás e animes. Tokyo é uma cidade que tem uma variedade imensa de coisas para fazer.

Em Tokyo visitamos os famosos bairros Ginza, Shibuya, Shinjuku, Akihabara, Ikebukuro, Harajuku, Odaiba, Ueno, Asakusa e o oneroso centro comercial da Tokyo Skytree Town, no distrito de Sumida. Em Ginza, infelizmente não conseguimos assistir nenhuma parte da peça Kabuki no Teatro Kabuki devido ao nosso extremo cansaço associado a uma fila gigantesca. Na principal estação de Shibuya finalmente conheci a estátua de bronze do fiel Hachiko (*-*). Gostei bastante de Akihabara (otakulândia dos animes atuais, eletrônicos e games) e Ikebukuro (otakulândia endereçada ao publico feminino). Akihabara é legal, mais preferi Ikebukuro ♥. A bonita ilha artificial Odaiba concentra ótimos shoppings como DiverCity Tokyo Plaza (*tem um excelente praça de alimentação*) e o Venus Fort. E o temático e tradicional bairro Asakusa é muito divertido.

Além de perambular pelos bairros, também visitamos vários pontos turísticos, entre os históricos e da cultura moderna. Posteriormente haverá também algumas postagens especiais.

Jardim Hama Rikyu (浜離宮)

Hama Rikyu é um grande jardim localizado ao lado da baía de Tokyo. O jardim tem servido para vários propósitos: foi construído inicialmente como residência do senhor feudal, seguido por terras de caça durante o período Edo, mais tarde como jardim de passeio imperial. A lagoa do local possui água do mar e mudam de nível de acordo com a maré. Sobre a lagoa há uma bonita casa de chá.

No dia que visitamos estava tendo festival. Então vimos muitos japoneses de roupa social ou yukata. Só que diferente de Kyoto, os visitantes eram mais fechados. Havia um pequeno palco com variadas apresentações e os staffs proíbam fotos (*sempre que eles viam algum estrangeiro era o típico “no pictores”. Vou nem mentir que isso enchia o saco*). Também havia uma linda exposição de bonsai. Por estar tendo uma cerimônia do chá, acabou que não dando para entrar na casa de chá. Sinceramente achei que o Jardim Hama Rikyu deixou a desejar. Para mim foi o pior passeio que fiz em Tokyo e eu não repetiria.

Santuário Meiji (明治神宮)

Meiji Jingu é um santuário dedicado aos espíritos do Imperador Meiji e da Imperatriz Shoken, datado de 1920. Infelizmente foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial, mas pouco depois reconstruído. Os terrenos do santuário são espaçosos oferecendo caminhos excelentes para um passeio relaxante. Enquanto estávamos no Santuário Meiji esbarramos num casamento tradicional (*-*). Acho tão perfeita as roupas dos noivos japoneses!

Na extremidade norte há a Casa do Tesouro do Santuário Meiji que exibe pertences do Imperador e da Imperatriz, incluindo uma carruagem que o Meiji montou na declaração formal da Constituição Meiji em 1889. Há também quadros expostos dos imperadores desde o primeiro nomeado. Dentro da casa não pode tirar foto, infelizmente.

Museu da Espada Japonesa (刀剣博物館)

Durante as forças de ocupação no fim da Segunda Guerra Mundial houve uma confiscação das espadas japonesas que por pouco não se perderam. Após a confusão do pós-guerra, os senhores Honma Junji e Satō Kanichi fundaram a Sociedade de Preservação da Arte Japonesa de Espada. Em 1968 o Token Hakubutsukan abriu com ajuda da sociedade.

O Museu da Espada Japonesa é um singelo e pequeno museu dedicado às espadas japonesas. Lá expõe a matéria primária, ferramentas da confecção, passando por elementos que compõe a arma até sua forma final. O que demora na visita é a contemplação pelas peças. As peças são realmente incríveis! Para mim, não tem arma mais elegante que a espada japonesa. Infelizmente fotos eram proibidas (Ç_Ç).

Aviso: Após 50 anos no mesmo local, o Token Hakubutsukan se mudará para o distrito de Sumida em 2017. Quando visitamos tinha um aviso e uma maquete do novo local exposto.

RX-78-2 Gundam

No DiverCity Tokyo Plaza fomos conhecer o famoso RX-78-2 Gundam em escala real: 18 metros (*-*). Esse Gundam é o original do primeiro anime lançado em 1979, chamado Mobile Suit Gundam. Quem o pilota são as personagens Amuro Ray (Piloto Principal) e Sayla Mass (Pilota Reserva). É impressionante ver em escala 1:1 esse Mobile Suit. Destaque para os detalhes da peça que apresentam instruções escritas na estrutura indicando o local de conserto. Sério, eu quase surtei quando o vi, pois adoro Gundam (♥*o*♥).

Aviso: Após cinco anos exposto, no inicio de março de 2017 houve uma cerimônia de encerramento para a estátua exposta em escala 1:1 do RX-78-2 Gundam. Com uma apresentação ao vivo da música do anime e uma mensagem ao criador de Mobile Suit Gundam, Yoshiyuki Tomino. Ou seja, essa côrralinda será substituída pelo RX-0 Unicorn Gundam, do anime Mobile Suit Gundam Unicorn (2006). O novo Mobile Suit estará em exibição a partir do outono de 2017.

Gundam Front Tokyo (ガンダムフロント東京)

Localizado no sétimo andar do shopping DiverCity Tokyo Plaza, depois seguimos para o Gundam Front Tokyo, que é um museu interativo, com exposição da linha Gundam (*Os Mobile Suits do Gundam 00 ♥ e Gundam Wing ♥*) e que apresenta uma loja temática da franquia. No final, se quiser dá para montar o seu RX-78-2 Gundam da Bandai. Se o visitante conseguir montar no tempo indicado pode levar o item para casa. Graças à ajuda do R., que tem costume de montar, todos nós conseguimos (^_^v). Valeu pela ajuda!

Gundam Café Akihabara (ガンダムカフェ 秋葉原店)

De noite fomos ao Gundam Café em Akihabara. O restaurante é legal, com uma bonita decoração temática onde expõe autógrafos dos dubladores e outras personalidades da franquia e há uma TV passando as aberturas e enceramentos. Quanto à comida, são pratos temáticos nada espetaculares, mas saborosos.

Diferente de outros restaurantes temáticos, o Gundam Café não cobra uma taxa de 500 Yen (*na maioria dos restaurantes e nas praças de alimentação, dá para fazer uma boa refeição com 500 Yen*) e não obriga o cliente a pedir um prato e uma bebida. Ou seja, como deveria ser em qualquer restaurante sensato, o cliente escolhe o que quer e paga o que consome.

Museu de Arquitetura ao Ar Livre de Edo–Tokyo (江戸東京たてもの園)

O Museu de Arquitetura ao Ar Livre de Edo–Tokyo é um museu ao ar livre localizado na cidade de Mitaka, província de Tokyo, que exibe uma série de edifícios históricos que foram realocados ou reconstruídos neste novo local para preservar a arquitetura histórica da capital. A maioria dos edifícios data do período Meiji (1868 – 1912) e Taishō (1912 – 1926). Destaque para as típicas lojinhas e a casa de banho.

Um passeio imperdível! Eu me senti no Japão do final do século XIX e inicio do século XX. Dá para entrar em vários dos edifícios e nessas perambulações achamos um restaurante que o Hayao Miyazaki visitou. Tinha um autógrafo dele lá (*-*). Parece que o Miyazaki frequentou na sua juventude a casa de banho que está exposta. Pelo jeito ele tem um carinho especial por esse local, pois foi ele o criador da logo do museu.

No final do passeio, algo inesperado aconteceu. Estamos lá, eu e meu marido, tirando foto de uma ponte e um senhorzinho voluntário do museu chegou com sua amiga e fez amizade conosco. Tentando nos comunicar, ele nos perguntou como era o canto do galo no Brasil, me mostrando seu caderninho com onomatopeias de galo de vários cantos do mundo. Como do Brasil ele não tinha, colaboramos. Essa comunicação toda foi feita por mimica e algumas pouquíssimas palavrinhas que eu entendia em japonês e o inglês do meu marido, hahahaha. Inusitada e engraçada essa abordagem (^_^). Ah, na foto sou eu e o casal de amigos. Muito fofos! ♥

Museu do Samurai (サムライミュージアム)

O Museu do Samurai apareceu no nosso roteiro por acaso. Em nossas andanças acabamos por esbarar numa loja de confecção de armaduras samurai e katanas. A gentil atendente nos ofereceu cupons de desconto para a entrada desse museu do qual eles fabricam as réplicas. Depois conto o que vimos dentro da loja.

Voltando ao museu. O Museu do Samurai é outro local endereçado aos turistas que vale a visita. Lá contém replicas de várias armaduras de clãs famosos, armas variadas, vestimentas de personalidades pró-imperialistas e das forças do xogunato. Em um determinado horário no período da tarde tem uma apresentação de espada (*meu marido foi voluntário. Ele estava tão lindo!*). Após há uma visita guiada mostrando o básico sobre as famosas personalidades históricas, as guerras, as armas, etc. O mais gentil dos guias ficou muito curioso sobre o Brasil, então depois conversamos várias coisas a respeito.

Museu Nacional de Tokyo (東京国立博物館)

O Museu Nacional de Tokyo é um dos mais antigos e maiores do Japão e sua localização é na região do Parque de Ueno. O museu é dividido em seis edifícios que se especializam em diferentes tipos de exposições permanentes e temporárias. O edifício principal Honkan, com sua exposição permanente, exibe uma variedade de artefatos japoneses desde os tempos antigos até o século XIX.

Como o Honkan é muito grande e guarda a história do Japão, passamos o passeio todo por lá, checando com cuidado as pinturas, os rolos, as cerâmicas, os mapas, os trajes, as armaduras, as armas, as joias e tantos outros artefatos históricos dos mais variados períodos. Ver de perto a evolução da civilização japonesa é indescritível (*o*).

Visita indispensável. Repetiria com certeza! Ah, dá para tirar foto da maioria das peças, as que não podem tem uma indicação e seguranças por perto.

Torre de Tokyo (東京タワー)

Com 333 metros de altura, a famosa Torre de Tokyo está localizada no centro da capital. É uma das torres mais altas do mundo e ultrapassa em 13 metros a Torre Eiffel. A Torre de Tokyo, concluída em 1958, é considerado um símbolo do renascimento do poder econômico do Japão após a guerra. Além de ser um ponto turístico popular, serve como antena de transmissão.

Graças à localização central da torre, o observatório oferece uma vista interessante da cidade. Para complementar a experiência, há algumas janelas no chão (*não sei como se chama essas janelas com vista para baixo*). Na torre tem uma loja de souvenir e um café, mas abaixo da torre, no térreo, abriga uma variedade de lojas de souvenir, cafés e restaurantes (*comemos uma pizza de teriyaki deliciosa*).

Admito que meu interesse em conhecer a Torre de Tokyo foi por causa dos mangás do CLAMP. Quando estava lá, eu só me lembrava de X-1999, Guerreiras Mágicas de Rayearth e Cardcaptor Sakura, hahaha.

Templo Sensoji (浅草寺)

Localizado no bairro Asakusa, encontra-se o templo budista mais antigo, data de 645, e mais popular da capital, o Sensoji (também conhecido como Templo Asakusa Kannon). Embora do século VII, os edifícios atuais são reconstruções do pós-guerra.

Sua entrada, no portão exterior chamado Kaminarimon, é magnífica. Passando por ele, segue uma rua comercial com especiarias e souvenir bastante curiosos que leva ao portão Hozomon. Passando por esse segundo portão, está o hall principal do templo e um pagode de cinco andares. Mesmo lotado, o passeio é sensacional! Ah, aproveitamos para almoçar na feirinha (*eu adoro essas comidas de feira*).

Museu Edo-Tokyo (江戸東京博物館)

O Museu Edo-Tokyo está localizado no distrito de Ryogoku, ao lado Ryogoku Kokugikan (estádio de sumo), e expõe réplicas de monumentos da capital do período Edo. Por ser um museu interativo, somos capazes de experimentar como era o modo de vida, a politica, a situação comercial, entre outros elementos do dia a dia. Através de inúmeros modelos de maquetes e elementos de tamanho real, como moradia e o Teatro Kabuki, é muito interessante descobrir a cultura do povo japonês. Outro passeio interessante, principalmente para quem curte ou quer conhecer um pouco mais da história do período Edo e sua transação para a modernização.

Antes de finalizar, gostaria de agradecer ao meu marido, a R. e o R., pela companhia nesta aventura. Sem eles o brilho dessa viagem não teria sido tão intenso (^_^). Adorei me divertir e reclamar com vocês. E aos meus pais que cuidaram perfeitamente da minha gatinha, Artemísia (*fomos mais tranquilos*).

Depois desses dias no Japão, voltei com uma sensação maravilhosa (^_^v). Estou até custando acreditar na experiência que tive. Às vezes fico com a impressão de que tudo não passou de um devaneio. Felizmente foi real! Muito real! ♥♥♥♥♥

Agora é só aguardar as demais postagens especiais (^_~). またね。

[Super Friends Spirits Especial: Os Cavaleiros do Zodíaco] Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa

[Super Friends Spirits Especial Os Cavaleiros do Zodíaco] Yumi Matsuzawa

Yumi Matsuzawa ♥

Dia 16 de julho, no Anime Friends em São Paulo, houve a sessão de autógrafos e o Super Friends Spirits Especial: Os Cavaleiros do Zodíaco com Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa. Ambos são cantores de aberturas e enceramentos do anime Saint Seiya, que comemora em 2016 seus 30 anos.

A viagem que planejamos, eu e meu marido, para a capital paulista teve como objetivo comemorarmos o meu aniversário. Sim, o show desses dois artistas japoneses que gosto caiu exatamente no dia do meu nascimento (^_^).

O dia tinha tudo para dar errado. Justamente na hora que nos aprontamos para ir ao evento começou a chover (Ç_Ç). Depois de providenciarmos um guarda-chuva a preço justo, foi complicado chegar até o local. Saímos da estação de metro para enfrentar um longo trecho a pé com poças gigantes e escapando de sermos banhados por motoristas fdp. Enfim, um péssimo clima para assistir um show a céu aberto. Felizmente, depois de horas, a chuva cessou.

Eu pensei que não chegaria a tempo para a sessão de autógrafos. Adquiri o Meet & Greets faltando uns 10 minutos para começar. Só que houve atraso por parte da organização do evento. Na verdade o Anime Friends como um todo é uma desorganização total. Enfim, depois de uns 45 minutos de espera, chega minha vez.

Durante a rápida sessão de autógrafos, o Nobuo Yamada continua com a mesma cara de estrela do rock um pouco antipático. Por outro lado, a Yumi Matsuzawa sempre atenciosa, sorridente e apertando a mãos de todos. Ela ficou surpresa com o encarte do CD, comentando algo em japonês que eu não entendi e agradecendo em português. Uma fofa! ♥ Ah, conheci ambos na primeira visita deles ao Brasil, a Yumi em 2006 e o Nobuo em 2007.

[Super Friends Spirits Especial Os Cavaleiros do Zodíaco] Autógrafos

Autógrafos ♥

Os encartes dos CDs autografados foram: o OST Saint Seiya Tenkai-hen Josō 〜overture〜, o Nobuo canta a música tema do filme, Never. Então deixei o encarte aberto na parte onde fica a letra da música; com a Yumi foi o single Saint Seiya Meiou Hardes 12 Kyuu hen – Main theme song “Chikyuugi”. Eu amo as músicas desse CD ♥. Sempre ouço. Na verdade, sempre estou ouvindo a trilha sonora de Saint Seiya feita pelo meu amado Seiji Yokoyama ♥.

Engraçada a história deste single da Matsuzawa. Na primeira vez que a conheci, há 10 anos, eu tinha importado o CD com dois meses e meio de antecedência, mas não chegou a tempo para a viagem. A encomenda foi chegar um ou dois dias depois que eu voltei de São Paulo (¬_¬). Pois é, depois de uma década consegui que ela autografasse (^_^v).

Antes de começar o show com as atrações internacionais, houve Cavaleiros do Zodíaco: in Concert. Para quem curte as versões das músicas em português, o show é bom (o Ricardo Cruz e o Rodrigo Rossi cantam muito bem!). Acho que só peca na enrolação de ficarem cantando músicas que não tem relação com o tema. Entretanto para mim foi somente bacaninha e sinceramente eu não iria por livre e espontânea vontade, pois não me interessa a versão em português. Assisti porque estava esperando o show da Yumi e do Nobuo.

[Super Friends Spirits Especial Os Cavaleiros do Zodíaco] Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa

Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa

Finalmente começa o Super Friends Spirits Especial: Os Cavaleiros do Zodíaco com Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa! (*-*) As músicas eram intercaladas entres os convidados internacionais e o Ricardo Cruz que complementou cantando as músicas do Hironobu Kageyama e a Megami no Senshi – Pegasus Forever na versão em português; além disso, ele foi o Mestre de Cerimônias (MC).

Mesmo com os tênis molhados e os pés doendo, eu estava em estado de empolgação. Cantei todas as músicas (*canto errado em japonês hahaha*), gritei, me emocionei, levantei as mãos, ou seja, toda sorte de clichês. O público estava com uma energia muito boa e os cantores sentiram esse ânimo.

Pegasus Fantasy
Chikyuugi
Soldier Dream
~ MC Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa ~
Sayonara no Kawari ni ~ Can’t Say Good-Bye ~
Dead or Dead
My Dear
~ MC Yumi Matsuzawa ~
Never
Megami no Senshi
Kimi To Onaji Aozora
Senkou Strings
~ MC Nobuo Yamada ~
Blue Forever
Chikyuugi – Yumi Matsuzawa e Larissa Tassi
Pegasus Fantasy – Nobuo Yamada e Edu Falaschi

Fiquei com os olhos marejados quando Yumi Matsuzawa cantou Chikyuugi e My Dear. Foi incrível ouvi-la ao vivo, pois na primeira vez eu fiquei doente durante a viagem e não consegui assistir ao show todo. Acho que ter realizado este desejo que estava de certa forma pendente causou esta sensação de emoção (^_^). Com Nobuo Yamada vibrei quando ele cantou o clássico Pegasus Fantasy, Sayonara no Kawari ni ~ Can’t Say Good-Bye ~ e Never (^_^).

No bate-papo com os cantores, ficamos sabendo de algumas curiosidades:

Saint Seiya_GIF_01

» A letra e a melodia de Chikyuugi foram criadas pela Yumi Matsuzawa e escolhida para ser a abertura da Fase Santuário da Saga de Hades. O tom suave que a música apresenta, ela quis explorar a fraqueza dos personagens e a busca pela força que eles precisam para superar.

» Em 2006, primeira visita de Yumi ao Brasil, ela tinha acabado de lançar My Dear e cantou pela primeira vez ao vivo no evento do Anime Friends.

» A letra de Pegasus Fantasy é da Toei, enquanto a melodia é de autoria do Nobuo Yamada. Ele disse que criou a melodia em uns 10 minutos enquanto estava bebendo cerveja. E acredita que as músicas que marcam e perduram por tantos anos são criadas espontaneamente.

» É a 18ª visita de Nobuo ao Brasil. Espantoso, mas compreensível. Por que Pegasus Fantasy é praticamente o hino dos eventos de anime (>_<). Mesmo quem não gosta de Saint Seiya conhece a canção, rs.

Maravilhoso o Super Friends Spirits Especial: Os Cavaleiros do Zodíaco com Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa ♥. Ouvi-los ao vivo no dia do meu aniversário causou uma sensação de comemoração. Cheguei ao hotel só o caco, mas valeu a pena. Foi incrível! (^_^v)

Prazer em conhecê-los, Nobuhiro Watsuki e Kaworu Kurosaki!

Nobuhiro Watsuki e Kaworu Kurosaki_01Rurouni Kenshin (るろうに剣心), de Nobuhiro Watsuki, é uma obra de significativa importância para mim. Tenho um carinho enorme por esse mangá ❤ (*um dos favoritos da vida*) e o anime (*até hoje choro assistindo Seisouhen*). O live action, que Kaworu Kurosaki colaborou no roteiro do primeiro filme da trilogia (*por isso é o melhor*), também tem um espaço especial no coração.

Com todo esse sentimento envolvido, sabendo da vinda de Watsuki e Kurosaki ao Brasil e custeando com muito esforço a viagem, fui a São Paulo com o único objetivo de vê-los e passar alguns segundos cara a cara na sessão de autógrafos. Uma tentativa insana em imaginar que conseguiria fazer tudo que planejei sendo tal aproximação bastante limitada.

Antes de continuar, gostaria de agradecer ao meu marido, que me acompanhou nessa saga, apelidada carinhosamente de Inferno, por tudo que ele fez por mim para que eu conseguisse realizar esse desejo. De todo coração, muito obrigada! ❤ *te amo! (^.^)*

Em São Paulo, Nobuhiro Watsuki e Kaworu Kurosaki estariam presentes em dois eventos: uma palestra realizada pela Fundação Japão no Centro Cultural São Paulo (17/07) e na 21ª Fest Comix (18 e 19/07).

NobuhiroWatsukiBrasil

VIVA BRASIL!!

Na palestra da Fundação Japão, chegamos com quatro horas e meia de antecedência para a retirada dos ingressos, que seriam entregues duas horas antes do evento previsto para as 19h00. Antes do inicio da palestra, por solicitação do Nobuhiro Watsuki, não foi permitido fotografar e nem filmar, mas a organização do evento filmou e fotografou de todos os ângulos possíveis e imagináveis (*espero que liberem algumas imagens*). Nobuhiro solicitou também aos presentes que não divulgassem o conteúdo da palestra na internet, que guardássemos em seus corações. Por isso não irei contar os detalhes, mas resumir o conteúdo: falaram sobre o processo de criação, mostraram fotos do ambiente de trabalho, do espaço reservado em sua própria casa para reuniões com editores, da cadeira reservada unicamente ao Hisashi Sasaki (editor da Shonen Jump), da coleção de figures do ‘Getter Robots’ de Watsuki, do boneco indecifrável que ele ganhou do Eiichiro Oda e de seu gatinho sexy (*_*). Depois houve um rápido bate-papo com convidados da Fundação Japão, seguido por um quiz com personalidades históricas japonesas lindamente ilustradas pelo mangaká e finalizado com as perguntas da plateia. Depois dos agradecimentos, Watsuki e Kurosaki se retiraram e os staffs sortearam itens que o casal trouxe do Japão. Como não tenho sorte para sorteio, sai de mãos vazias, mas muito contente de ter assistido a palestra, que foi ótima, e de ter visto Nobuhiro Watsuki e Kaworu Kurosaki (^_^).

Na 21ª Fest Comix no sábado chegamos cedo ao evento, mas um cedo que já tinha uma fila razoável. Neste dia as únicas formas de conseguir os autógrafos seria ser um dos 100 primeiros compradores da Sakabatou de Yahiko no estante da Comix ou os 100 sorteados durante a palestra da Editora JBC. Adianto que não consegui de nenhuma das duas formas (Ç_Ç). Na primeira tentativa, houve uma correria tão grande para comprar esse mangá. Na fila, para a retirada da pulseira que daria direito aos autógrafos, ficou faltando cinco para chegar minha vez (T_T). Soube depois que várias pessoas conseguiram a pulseira sem nem comprar o mangá (¬_¬). Fui tentar pela segunda opção só por desencargo de consciência, pois como disse anteriormente não tenho sorte para sorteios. Consegui ser uma das 300 pessoas a assistir a palestra, que foi praticamente igual a da sexta-feira, só que com muito barulho ao redor. Enfim, sobre o bagunçado sorteio, realizado na palestra Painel Mangá JBC na área Arena Comix, não foi supressa eu não ter sido sorteada.

No domingo a regra era que os 200 primeiros que chegassem ao espaço JBC Henshin+ teriam o direito aos autógrafos. Chegamos por volta das 6h20 e só havia um trio na nossa frente. Quando estava quase no horário de abertura do evento, percebi dois visitantes conversando com um staff pedindo para que entrassem antes da abertura. Até pensei que houvesse escutado errado, mas não. Na abertura, depois da correria, os dois estavam lá e mais 5 pessoas. Como 7 pessoas já estavam na fila para a sessão de autógrafos se a entrada havia acabado de ser liberada?! (O_o) Na fila do autógrafo, eu e outros que chegaram cedo, reclamamos com os staffs, mas nada foi feito. Minto, ficaram jogando a culpa de uma organização para a outra (¬_¬). Depois disso até suspeito das senhas de sábado.

Afinal, eu consegui os autógrafos?

Sim, eu consegui a *porra* desses autógrafos! (v^0^v)

Nobuhiro Watsuki e Kaworu Kurosaki_02

Ao chegar minha vez, entrei numa cabine reservada, cheia de seguranças, intérprete, organizador, editor e as peças do meu interesse sentadas em frente a uma mesa decorada com duas figures – Himura Kenshin na direção de Kaworu-sensei e Shishio Makoto próximo de Nobuhiro-sensei. Entreguei o cartão ao Nobuhiro Watsuki, que estava vestido com sua típica roupa, e pedi ao intérprete que dissesse ao mangaká que vim do nordeste do Brasil somente para vê-lo. O Nobuhiro parou de autografar, olhou para mim com cara de espanto e depois deu um leve sorriso em agradecimento. A fofa da Kaworu soltou um gritinho empolgado – enquanto Nobuhiro finalizava meu autógrafo e passava o cartão para a esposa. Ela autografou meu cartão e concluiu me dizendo que achou incrível meu esforço. Agradeceu bastante quando sai (^-^).

A impressão que tive de Nobuhiro Watsuki é de um senhor extremamente reservado. Diferente de Kaworu Kurosaki, que é pura simpatia. Acredito que ela sempre acompanha o marido para balancear o jeito introspectivo dele.

Acho exagero dizer que realizei um sonho. Sonho para mim é algo pessoal, que tenha uma significância real na minha vida. Então, este breve momento na presença do autor de Rurouni Kenshin e da roteirista e de ter conseguido seus autógrafos foram mais à realização de um desejo.

Objetivo cumprido a muito custo! Até levei o cartão autografado na bagagem de mão para não ter risco de extravio, rs. A saga Inferno teve um final feliz! (^_^v) Ouço NA-GO-MI tocando ao fundo.

Agora falta enquadrar meu lindinho!! ❤