[Super Friends Spirits Especial: Os Cavaleiros do Zodíaco] Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa

[Super Friends Spirits Especial Os Cavaleiros do Zodíaco] Yumi Matsuzawa

Yumi Matsuzawa ♥

Dia 16 de julho, no Anime Friends em São Paulo, houve a sessão de autógrafos e o Super Friends Spirits Especial: Os Cavaleiros do Zodíaco com Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa. Ambos são cantores de aberturas e enceramentos do anime Saint Seiya, que comemora em 2016 seus 30 anos.

A viagem que planejamos, eu e meu marido, para a capital paulista teve como objetivo comemorarmos o meu aniversário. Sim, o show desses dois artistas japoneses que gosto caiu exatamente no dia do meu nascimento (^_^).

O dia tinha tudo para dar errado. Justamente na hora que nos aprontamos para ir ao evento começou a chover (Ç_Ç). Depois de providenciarmos um guarda-chuva a preço justo, foi complicado chegar até o local. Saímos da estação de metro para enfrentar um longo trecho a pé com poças gigantes e escapando de sermos banhados por motoristas fdp. Enfim, um péssimo clima para assistir um show a céu aberto. Felizmente, depois de horas, a chuva cessou.

Eu pensei que não chegaria a tempo para a sessão de autógrafos. Adquiri o Meet & Greets faltando uns 10 minutos para começar. Só que houve atraso por parte da organização do evento. Na verdade o Anime Friends como um todo é uma desorganização total. Enfim, depois de uns 45 minutos de espera, chega minha vez.

Durante a rápida sessão de autógrafos, o Nobuo Yamada continua com a mesma cara de estrela do rock um pouco antipático. Por outro lado, a Yumi Matsuzawa sempre atenciosa, sorridente e apertando a mãos de todos. Ela ficou surpresa com o encarte do CD, comentando algo em japonês que eu não entendi e agradecendo em português. Uma fofa! ♥ Ah, conheci ambos na primeira visita deles ao Brasil, a Yumi em 2006 e o Nobuo em 2007.

[Super Friends Spirits Especial Os Cavaleiros do Zodíaco] Autógrafos

Autógrafos ♥

Os encartes dos CDs autografados foram: o OST Saint Seiya Tenkai-hen Josō 〜overture〜, o Nobuo canta a música tema do filme, Never. Então deixei o encarte aberto na parte onde fica a letra da música; com a Yumi foi o single Saint Seiya Meiou Hardes 12 Kyuu hen – Main theme song “Chikyuugi”. Eu amo as músicas desse CD ♥. Sempre ouço. Na verdade, sempre estou ouvindo a trilha sonora de Saint Seiya feita pelo meu amado Seiji Yokoyama ♥.

Engraçada a história deste single da Matsuzawa. Na primeira vez que a conheci, há 10 anos, eu tinha importado o CD com dois meses e meio de antecedência, mas não chegou a tempo para a viagem. A encomenda foi chegar um ou dois dias depois que eu voltei de São Paulo (¬_¬). Pois é, depois de uma década consegui que ela autografasse (^_^v).

Antes de começar o show com as atrações internacionais, houve Cavaleiros do Zodíaco: in Concert. Para quem curte as versões das músicas em português, o show é bom (o Ricardo Cruz e o Rodrigo Rossi cantam muito bem!). Acho que só peca na enrolação de ficarem cantando músicas que não tem relação com o tema. Entretanto para mim foi somente bacaninha e sinceramente eu não iria por livre e espontânea vontade, pois não me interessa a versão em português. Assisti porque estava esperando o show da Yumi e do Nobuo.

[Super Friends Spirits Especial Os Cavaleiros do Zodíaco] Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa

Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa

Finalmente começa o Super Friends Spirits Especial: Os Cavaleiros do Zodíaco com Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa! (*-*) As músicas eram intercaladas entres os convidados internacionais e o Ricardo Cruz que complementou cantando as músicas do Hironobu Kageyama e a Megami no Senshi – Pegasus Forever na versão em português; além disso, ele foi o Mestre de Cerimônias (MC).

Mesmo com os tênis molhados e os pés doendo, eu estava em estado de empolgação. Cantei todas as músicas (*canto errado em japonês hahaha*), gritei, me emocionei, levantei as mãos, ou seja, toda sorte de clichês. O público estava com uma energia muito boa e os cantores sentiram esse ânimo.

Pegasus Fantasy
Chikyuugi
Soldier Dream
~ MC Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa ~
Sayonara no Kawari ni ~ Can’t Say Good-Bye ~
Dead or Dead
My Dear
~ MC Yumi Matsuzawa ~
Never
Megami no Senshi
Kimi To Onaji Aozora
Senkou Strings
~ MC Nobuo Yamada ~
Blue Forever
Chikyuugi – Yumi Matsuzawa e Larissa Tassi
Pegasus Fantasy – Nobuo Yamada e Edu Falaschi

Fiquei com os olhos marejados quando Yumi Matsuzawa cantou Chikyuugi e My Dear. Foi incrível ouvi-la ao vivo, pois na primeira vez eu fiquei doente durante a viagem e não consegui assistir ao show todo. Acho que ter realizado este desejo que estava de certa forma pendente causou esta sensação de emoção (^_^). Com Nobuo Yamada vibrei quando ele cantou o clássico Pegasus Fantasy, Sayonara no Kawari ni ~ Can’t Say Good-Bye ~ e Never (^_^).

No bate-papo com os cantores, ficamos sabendo de algumas curiosidades:

Saint Seiya_GIF_01

» A letra e a melodia de Chikyuugi foram criadas pela Yumi Matsuzawa e escolhida para ser a abertura da Fase Santuário da Saga de Hades. O tom suave que a música apresenta, ela quis explorar a fraqueza dos personagens e a busca pela força que eles precisam para superar.

» Em 2006, primeira visita de Yumi ao Brasil, ela tinha acabado de lançar My Dear e cantou pela primeira vez ao vivo no evento do Anime Friends.

» A letra de Pegasus Fantasy é da Toei, enquanto a melodia é de autoria do Nobuo Yamada. Ele disse que criou a melodia em uns 10 minutos enquanto estava bebendo cerveja. E acredita que as músicas que marcam e perduram por tantos anos são criadas espontaneamente.

» É a 18ª visita de Nobuo ao Brasil. Espantoso, mas compreensível. Por que Pegasus Fantasy é praticamente o hino dos eventos de anime (>_<). Mesmo quem não gosta de Saint Seiya conhece a canção, rs.

Maravilhoso o Super Friends Spirits Especial: Os Cavaleiros do Zodíaco com Nobuo Yamada e Yumi Matsuzawa ♥. Ouvi-los ao vivo no dia do meu aniversário causou uma sensação de comemoração. Cheguei ao hotel só o caco, mas valeu a pena. Foi incrível! (^_^v)

Prazer em conhecê-los, Nobuhiro Watsuki e Kaworu Kurosaki!

Nobuhiro Watsuki e Kaworu Kurosaki_01Rurouni Kenshin (るろうに剣心), de Nobuhiro Watsuki, é uma obra de significativa importância para mim. Tenho um carinho enorme por esse mangá ❤ (*um dos favoritos da vida*) e o anime (*até hoje choro assistindo Seisouhen*). O live action, que Kaworu Kurosaki colaborou no roteiro do primeiro filme da trilogia (*por isso é o melhor*), também tem um espaço especial no coração.

Com todo esse sentimento envolvido, sabendo da vinda de Watsuki e Kurosaki ao Brasil e custeando com muito esforço a viagem, fui a São Paulo com o único objetivo de vê-los e passar alguns segundos cara a cara na sessão de autógrafos. Uma tentativa insana em imaginar que conseguiria fazer tudo que planejei sendo tal aproximação bastante limitada.

Antes de continuar, gostaria de agradecer ao meu marido, que me acompanhou nessa saga, apelidada carinhosamente de Inferno, por tudo que ele fez por mim para que eu conseguisse realizar esse desejo. De todo coração, muito obrigada! ❤ *te amo! (^.^)*

Em São Paulo, Nobuhiro Watsuki e Kaworu Kurosaki estariam presentes em dois eventos: uma palestra realizada pela Fundação Japão no Centro Cultural São Paulo (17/07) e na 21ª Fest Comix (18 e 19/07).

NobuhiroWatsukiBrasil

VIVA BRASIL!!

Na palestra da Fundação Japão, chegamos com quatro horas e meia de antecedência para a retirada dos ingressos, que seriam entregues duas horas antes do evento previsto para as 19h00. Antes do inicio da palestra, por solicitação do Nobuhiro Watsuki, não foi permitido fotografar e nem filmar, mas a organização do evento filmou e fotografou de todos os ângulos possíveis e imagináveis (*espero que liberem algumas imagens*). Nobuhiro solicitou também aos presentes que não divulgassem o conteúdo da palestra na internet, que guardássemos em seus corações. Por isso não irei contar os detalhes, mas resumir o conteúdo: falaram sobre o processo de criação, mostraram fotos do ambiente de trabalho, do espaço reservado em sua própria casa para reuniões com editores, da cadeira reservada unicamente ao Hisashi Sasaki (editor da Shonen Jump), da coleção de figures do ‘Getter Robots’ de Watsuki, do boneco indecifrável que ele ganhou do Eiichiro Oda e de seu gatinho sexy (*_*). Depois houve um rápido bate-papo com convidados da Fundação Japão, seguido por um quiz com personalidades históricas japonesas lindamente ilustradas pelo mangaká e finalizado com as perguntas da plateia. Depois dos agradecimentos, Watsuki e Kurosaki se retiraram e os staffs sortearam itens que o casal trouxe do Japão. Como não tenho sorte para sorteio, sai de mãos vazias, mas muito contente de ter assistido a palestra, que foi ótima, e de ter visto Nobuhiro Watsuki e Kaworu Kurosaki (^_^).

Na 21ª Fest Comix no sábado chegamos cedo ao evento, mas um cedo que já tinha uma fila razoável. Neste dia as únicas formas de conseguir os autógrafos seria ser um dos 100 primeiros compradores da Sakabatou de Yahiko no estante da Comix ou os 100 sorteados durante a palestra da Editora JBC. Adianto que não consegui de nenhuma das duas formas (Ç_Ç). Na primeira tentativa, houve uma correria tão grande para comprar esse mangá. Na fila, para a retirada da pulseira que daria direito aos autógrafos, ficou faltando cinco para chegar minha vez (T_T). Soube depois que várias pessoas conseguiram a pulseira sem nem comprar o mangá (¬_¬). Fui tentar pela segunda opção só por desencargo de consciência, pois como disse anteriormente não tenho sorte para sorteios. Consegui ser uma das 300 pessoas a assistir a palestra, que foi praticamente igual a da sexta-feira, só que com muito barulho ao redor. Enfim, sobre o bagunçado sorteio, realizado na palestra Painel Mangá JBC na área Arena Comix, não foi supressa eu não ter sido sorteada.

No domingo a regra era que os 200 primeiros que chegassem ao espaço JBC Henshin+ teriam o direito aos autógrafos. Chegamos por volta das 6h20 e só havia um trio na nossa frente. Quando estava quase no horário de abertura do evento, percebi dois visitantes conversando com um staff pedindo para que entrassem antes da abertura. Até pensei que houvesse escutado errado, mas não. Na abertura, depois da correria, os dois estavam lá e mais 5 pessoas. Como 7 pessoas já estavam na fila para a sessão de autógrafos se a entrada havia acabado de ser liberada?! (O_o) Na fila do autógrafo, eu e outros que chegaram cedo, reclamamos com os staffs, mas nada foi feito. Minto, ficaram jogando a culpa de uma organização para a outra (¬_¬). Depois disso até suspeito das senhas de sábado.

Afinal, eu consegui os autógrafos?

Sim, eu consegui a *porra* desses autógrafos! (v^0^v)

Nobuhiro Watsuki e Kaworu Kurosaki_02

Ao chegar minha vez, entrei numa cabine reservada, cheia de seguranças, intérprete, organizador, editor e as peças do meu interesse sentadas em frente a uma mesa decorada com duas figures – Himura Kenshin na direção de Kaworu-sensei e Shishio Makoto próximo de Nobuhiro-sensei. Entreguei o cartão ao Nobuhiro Watsuki, que estava vestido com sua típica roupa, e pedi ao intérprete que dissesse ao mangaká que vim do nordeste do Brasil somente para vê-lo. O Nobuhiro parou de autografar, olhou para mim com cara de espanto e depois deu um leve sorriso em agradecimento. A fofa da Kaworu soltou um gritinho empolgado – enquanto Nobuhiro finalizava meu autógrafo e passava o cartão para a esposa. Ela autografou meu cartão e concluiu me dizendo que achou incrível meu esforço. Agradeceu bastante quando sai (^-^).

A impressão que tive de Nobuhiro Watsuki é de um senhor extremamente reservado. Diferente de Kaworu Kurosaki, que é pura simpatia. Acredito que ela sempre acompanha o marido para balancear o jeito introspectivo dele.

Acho exagero dizer que realizei um sonho. Sonho para mim é algo pessoal, que tenha uma significância real na minha vida. Então, este breve momento na presença do autor de Rurouni Kenshin e da roteirista e de ter conseguido seus autógrafos foram mais à realização de um desejo.

Objetivo cumprido a muito custo! Até levei o cartão autografado na bagagem de mão para não ter risco de extravio, rs. A saga Inferno teve um final feliz! (^_^v) Ouço NA-GO-MI tocando ao fundo.

Agora falta enquadrar meu lindinho!! ❤

[Exposição] Macanudismo: quadrinhos, desenhos e pinturas por Liniers em São Paulo

Macanudismo por Liniers em São PauloQuando estava concluindo os preparativos da minha rápida viagem a São Paulo, soube da exposição do argentino Ricardo Liniers Siri, conhecido por suas incríveis tirinhas da garotinha leitora Enriqueta e seu companheiro felino Fellini. Inclui Macanudismo no roteiro, já bastante limitado, pois não poderia perder tal oportunidade.

A mostra com os originais não é inédita no Brasil, ela já passou no Rio de Janeiro (2012), Recife (2012) e Brasília (2013). Desta vez a cidade felizarda a receber os materiais originais é São Paulo (*pergunto-me se os cearenses terão essa chance no futuro*).

Macanudismo em São Paulo_01

A exposição encontra-se no Centro Cultural Correios de São Paulo desde 4 de julho e ficará até 1ª de setembro de 2015. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 11h00 às 17h00, e a entrada é franca (^_^). Então, quem é de São Paulo ou está de passagem pela cidade, aproveite e visite Macanudismo. Garanto que não irá se arrepender (^_~). Tenho certeza disso, pois meu marido, que não conhecia o trabalho do quadrinista argentino, saiu maravilhado com as tirinhas, principalmente as da Olga (*_*).

Macanudismo em São Paulo_02

No quadro branco Liniers Coelho diz: “Quando publiquei o Macanudo #6 pensei que seria divertido desenhar cada capa à mão. Então fizemos 5000 livros com as capas em branco, e com canetinhas vermelhas e pretas e muita paciência fiz estes 68 que você vê aqui e mais outras 4932.”

Fisicamente o espaço da mostra é pequeno e em poucos minutos dá para checar tudo. Mas quando se imerge na leitura das 500 tiras selecionadas, nos contos gráficos, na admiração das capas de livros e das pinturas, os poucos minutos tornam-se horas de sorrisos, risinhos, conversas e reflexões. As tirinhas de Liniers apresentam uma sensibilidade extrema e fica difícil desviar o olhar das suas personagens simplesmente complexas.

Macanudismo em São Paulo_03

Passei um momento fascinante, que nem a física explica, na exposição. Macanudismo: quadrinhos, desenhos e pinturas por Liniers foi supimpa!!! (\^o^/)

[Exposição] HOKUSAI

AFFICHE HOKUSAI_PARISOutro ponto alto da viagem em Paris foi à exposição temporária sobre o pintor japonês Katsushika Hokusai (1760-1849). Também conhecido por Hokusai Manga ou simplesmente Hokusai. As obras de Hokusai ficaram expostas no Grand Palais (Galeries Nationales), em Paris, do 1ª de outubro de 2014 a 18 de janeiro de 2015 (com intervalo de 10 dias entre 21 e 30 de novembro de 2014).

Estava ansiosíssima para ver os trabalhos do artista japonês, especialista no estilo ukiyo-e. Mas Hokusai não era somente pintor, ele foi autor de escritos populares e pai da palavra e estilo MANGÁ, que significa “esboço espontâneo”. Durante sua longa carreira, Hokusai mudou varias vezes de identificação. Ele assinou com mais 84 nomes e deixou cerca de 30.000 obras, muitas das quais são consideradas tesouros nacionais no Japão.

Houve uma forte mobilização e cooperação entre França e Japão para criar a exposição mais completa sobre o artista japonês. Peças espalhadas em museus de vários países e de colecionadores particulares foram reunidas pela primeira vez. E muitas dessas obras excepcionais nunca mais vão sair do Japão após a abertura do Museu Hokusai em Tóquio, em 2016.

Fomos, eu e meu marido, no terceiro sábado de outubro, então estava bem cheio. Como não havíamos comprado o ingresso antecipadamente, ficamos na fila de quem ia comprar na hora. A fila para quem tinha comprado antecipado fluía, mas a que estávamos nem saia do canto. Neste dia estava fazendo calor e o sol torrando nossas cabeças (T_T). Devido à demora, vários visitantes foram reclamar com os funcionários que nada fizeram. Quase houve também uma briga por um motivo besta entre uma senhora da região de Rhône-Alpes e uma jovem parisiense. Enfim, em duas horas aconteceu de tudo nesta fila e somente 20 pessoas entraram, e eu e meu marido só não esperamos mais, porque 7 na nossa frente desistiram.

Depois da saga da fila, finalmente dentro do Grand Palais! Compramos nosso desejado ingresso – Plein: 13€ (em média 41 reais) – e partiu ver a exposição!!! (\^o^/) Infelizmente não foi permitido fotografar (Ç_Ç) *os japoneses sempre cortando meu barato*.

[Exposição] HOKUSAI_00

A exposição HOKUSAI era dividida em dois andares, reunindo 500 peças apresentadas em ordem cronológica. No rez-de-chaussée (andar térreo) apresentava as seções: Japonisme, Shunrō, Sōri, Katsushika Hokusai, Manga e Espace Manga Projection. Subindo escadas fabulosas, encarando uma impressão gigante de um idoso, no 1er étage (1ª andar) seguia com as seções: Gakyō Rōjin Manji, Litsu, Taitō e Espace Manga Animation.

Para destacar gravuras, livros impressos, livros didáticos, pinturas, estampas, calendários, manuais de pintura, imagens esculpidas na madeira (xilogravura) e abanico (estampa do leque), o ambiente das seções era completamente escuro. A única luz existente focava exclusivamente nas obras. Acredito que para preservar, já que o material é bastante frágil. O ambiente ficou com um ar sofisticado e me passou a impressão de mistério, principalmente diante das obras referentes ao folclore japonês. Antes que me perguntem, não vi nenhuma gravura Shunga (erótica).

Mesmo lotado de visitantes, passei com olhar cuidadoso por todo o material. Fiquei impressionada com a delicadeza das gravuras, das cores, do tamanho de algumas delas, de como eram confeccionadas e da grande quantidade e qualidade de arte e escritos que Hokusai produziu em sua vida.

Diante de ~ A Grande Onda de Kanagawa ~ meu queixo caiu (*0*).

A Grande Onda de KanagawaA Grande Onda de Kanagawa
(神奈川沖浪裏, Kanagawa oki nami ura)

Publicada em 1829 – 1832 durante o período Edo, A Onda é a obra mais conhecida de Katsushika Hokusai e o primeiro de sua famosa série que retrata o Monte Fuji nas estações do ano, diferentes locais e distâncias, intitulada Trinta e seis vistas do monte Fuji (富嶽三十六景, Fugaku Sanjū-Rokkei).

Por ser a mais famosa, A Grande Onda de Kanagawa foi à primeira arte de Hokusai que conheci e a considero a minha preferida. Além da beleza do traço, da forma, das cores e do tema, A Onda me passa uma sensação de delicadeza e imponência. Tenho um carinho especial por essa gravura, então foi emocionante vê-la (^_^).

Também adorei ver alguns trechos da antologia de 15 volumes de MANGÁ. Esta coletânea é uma espécie de enciclopédia da vida cotidiana dos japoneses no período Edo, do qual Hokusai dedicou grande parte da vida. Extremamente interessante!

As obras de Katsushika Hokusai trazem espiritualidade. Encarna a alma do Japão nas paisagens, nos afazeres do dia a dia, na flora e na fauna, no folclore, nos mitos populares, na vida. Sinto-me sortuda por acrescentar às minhas lembranças as artes de Hokusai (^_^). Vê-las ao vivo foi uma experiência inesquecível! ❤

Depois da overdose de beleza, eis a parte perigosa: lojinha de souvenir. Levei: Catalogue officiel de l’exposition Hokusai, DVD – VISITE À HOKUSAI e Estojo A Onda.

Após essa visita incrível, fomos lanchar tranquilamente num banquinho de uma praça, observando os pombos gorduchos e os corvos atentos. Acredito que aquele momento de tranquilidade Hokusai teria captado e o transformado em arte.