[Completo ~ Kanzenban (FR)] Saint Seiya, de Masami Kurumada

No primeiro semestre deste ano completei (finalmente) a kanzenban francesa de Saint Seiya (Les Chevalier du Zodiaque), de Masami Kurumada. Fiquei muito feliz quando adquiri os últimos volumes (^o^v).

Para quem não sabe, kanzenban é uma edição definitiva de luxo, com material e acabamento de qualidade, tendo o conteúdo tratado (com retoque de arte, por exemplo) e anexado alguns extras. Somente títulos famosos (ou seja, rentáveis) ganham essa edição caprichada no Japão.

Em 2011 a Editora Kana iniciou a publicação da kanzenban de Saint Seiya na França. Acredito que tenha sido o primeiro país estrangeiro a publicar nesse formato especial. O trabalho gráfico da edição francesa é idêntico ao da japonesa. Comecei a importar na época do lançamento, mas nos finalmente, devido a outros gastos de maior emergência, conclui a coleção somente no inicio deste ano; sendo que ela foi concluída em meados de 2015. Felizmente deu tudo certo (^_^).

Para comemorar, afinal foram 22 volumes adquiridos, compartilho a abertura lindinha do jogo Os Cavaleiros do Zodíaco: Bravos Soldados, que resume a obra de Kurumada:

[Comentário OFF: acho essa abertura do jogo empolgante! Os animadores conseguem simular bem o traço do Shingo Araki e da Michi Himeno. Entretanto, o traço do trecho da Saga de Hades lembra bastante o do anime das fases Inferno e Elíseos. Ou seja, os animadores são bons em copiar, mas não conseguiram replicar o traço elegante de Araki e Himeno na ultima fase.]

Desde novembro do ano passado, a Editora JBC iniciou a publicação da kanzenban de Os Cavaleiros do Zodíaco no Brasil. Porém o formato daqui difere da edição original. A edição nacional ganhou capa dura e papel lux cream. Inicialmente eu achei que o trabalho gráfico deixou um pouco a desejar. Acredito que pela qualidade duvidosa do papel e o preço elevado. (…) Entretanto, atualmente estou achando a edição mais bonitinha e pensando seriamente em colecionar (>_<).

Enfim… Muito feliz de completar a kanzenban francesa de Saint Seiya (^_^v). Um dos meus mangás do coração ♥ ♥ ♥ ♥ ♥.

Dakishimeta kokoro no kosumo (\^o^/♫).

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Mangá: Fragmentos do Horror – Junji Ito

Nascido em 31 de julho de 1963 na prefeitura de Gifu, Junji Ito abandona a carreira de dentista para se tornar mangaká. Em 1987 ele publica sua primeira obra, Tomie, na revista shoujo Gekkan Halloween. Esta obra lhe rende o Prêmio Kazuo Umezu e adaptações em live action. Com o sucesso de suas bizarras histórias, Ito-san é considerado o mestre, ou o príncipe, do mangá de terror e horror (*título mais que merecido*).

Em julho deste ano, a Editora DarkSide publicou Fragmentos do Horror. Uma coletânea originalmente pré-publicada entre 2013 e 2014 na revista shoujo Nemuki+, sendo A Mulher que Sussurra uma história pré-publicada na revista josei Shinkan, ambas as revistas da editora japonesa Asahi Shinbunsha. Em 2014 as one-shot foram compiladas, ganhando um encadernado intitulado Ma no KakeraFragmentos do Horror conta com oito one-shot: Futon, Monstro de Madeira, Tomio – Gola Rulê Vermelha, Suave Adeus, Dissecação-chan, Pássaro Negro, Magami Nanakuse e A Mulher que Sussurra.

Não vou me ater comentando cada história. Afinal qualquer detalhe pode entregar a surpresa e estranheza que essas narrativas causam. Então vá sem saber nada ou o mínimo possível (*quem avisa amigo é*). O efeito surpresa é o que vai lhe trazer a sensação de boa leitura. Entretanto, gostaria que soubessem que o desenvolvimento dessas tramas, tendo elas poucas ou uma quantidade de páginas maior, são extremantes fascinantes e que grudam na mente.

Minhas narrativas preferidas foram: Tomio – Gola Rulê Vermelha e Suave Adeus. A primeira narrativa trás uma agonia bem curiosa. Por outro lado minha segunda favorita trouxe uma história um tanto triste. Eu fiquei melancólica quando a conclui. (…) Já o meu honorável marido, que fez leitura compartilhada comigo, gostou mais de Monstro de Madeira e Pássaro Negro.

No final do mangá, há uma posfácio onde Junji Ito comenta que havia passado oito anos trabalhando em outros projetos, ou seja, sem criar narrativas de horror. Ele se sentiu enferrujado no desenvolvimento dessas histórias, principalmente com Futon. Sinceramente, eu não achei que as narrativas deixaram a desejar. Convenhamos que para alguém que passou quase uma década trabalhando com outras coisas, Fragmentos do Horror apresenta tramas mais que suficientes. O autor e o editor poderiam considerar essa coletânea como um bom aquecimento.

Bem, nesse mesmo posfácio, datado de 30 de abril de 2014, o mangaká também comenta sobre o falecimento de seu editor, o Sr. Toshiyasu Harada, e de seu gatinho Yonsuke. Fico pensando se Suave Adeus tenha sido inspirada neles. Afinal, Junji comenta “Como queria poder ter trabalhado com o Sr. Harada de novo. Seu passamento deixou um buraco no meu peito.”.

Ito Junji ♥

Quanto à arte de Junji Ito, é um traço estranhamente sofisticado, que combina perfeitamente com a temática do terror e do horror. Particularmente acho bonito (^_^). Destaco as expressões faciais, que fazem toda a diferença na narração e tensão gradual das histórias. Nessa coletânea, acho que Ito mistura seu estilo passado, com o estilo de seu trabalho autobiográfico (*me refiro ao engraçado mangá Ito Junji no Neko Nikki: Yon & Mu, do qual o autor conta a história de seus dois gatinhos*), mas sem deixar de registrar sua marca, suas características.

Em relação ao trabalho gráfico da edição nacional, que impecável! Material e impressão de qualidade. A Editora DarkSide trouxe tanto para os amantes de mangá, como para os amantes do terror / horror, um produto que não pode ser dispensado. Além disso, o design da capa, retirado do original japonês, te instiga a ler (*-*).

Não é a primeira vez que Junji Ito é publicado no Brasil. Tivemos por aqui o incrível Uzumaki – A Espiral do Horror, lançado em 2006 pela Editora Conrad, contendo três volumes. Espero agora, torço muito mesmo, que Ito-san ganhe força por aqui e que outras obras dele sejam publicadas. A DarkSide poderia publicar outras coletâneas, começando pela ordem cronológica.

Fragmentos do Horror trás tramas originais, que não causam medo, mas que irão imergir a fundo no seu subconsciente provocando aquela estranha agonia. Depois de segurar esse mangá, você saberá que este é um material especial, que merece um lugar na sua estante. Pois é uma obra que apresenta um bom panorama do mundo (aterrorizante) de Junji Ito.

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Título: Fragmentos do Horror
Título original: Ma no Kakera, 魔の断片
Autor: Junji Ito
Tradução: Akemi Ono
Editora: DarkSide Books
Páginas: 224
Ano: 2017

Mangá: Akira (Volume 1) – Katsuhiro Otomo

Originalmente publicado entre 1982 e 1990 nas páginas da revista Young Magazine e posteriormente reunido em seis volumes pela editora Kodansha, o tão aguardado mangá Akira, de Katsuhiro Otomo, ganhou finalmente recentemente uma sublime edição nacional que já está ao alcance das mãos (*-*). Os seis volumes do seinen de Otomo são intitulados: Tetsuo, Akira I, Akira II, Kei I, Kei II e Kaneda.

Hoje trago minhas impressões do primeiro volume: Tetsuo (*Tetsuooooooooo! para os íntimos*).

A narrativa começa em 1982, com uma bomba explodindo em Kanto, sendo este evento o estopim de uma guerra em escala mundial. Após trinta e oito anos da Terceira Guerra Mundial, estamos na Neo Tokyo de 2019 D.C. em seu estado terminal. É neste contexto de decadência, que vamos acompanhar os dois adolescentes delinquentes Shotaro Kaneda e Tetsuo Shima, que fazem parte de uma gangue de motoqueiros. Nas andanças por partes inativas da cidade, Tetsuo sofre um acidente ao cruzar o caminho de uma assustada criança com o rosto enrugado e o número 26 escrito na palma da mão. Muito ferido, Tetsuo é apoiado por um instituto misterioso. O ultimo alimenta projetos estranhos e torna Tetsuo uma cobaia para seus experimentos. Quanto a Kaneda, ele acaba conhecendo membros da resistência que tem como objetivo impedir o desenvolvimento do Projeto Akira.

O primeiro volume de Akira já começa a envolver o leitor de forma definitiva. Não é por eu conhecer essa obra maravilhosa que estou dizendo isso, mas pela capacidade de Otomo de fisgar nossa atenção neste mundo pós-apocalíptico impecavelmente bem desenvolvido. Enalteço este clássico dos mangás em primeiro lugar porque o enredo é emocionante, como também porque o autor consegue desenvolver os elementos presentes na trama com grande dinamismo. E o fato da edição não ter capítulos causa o difícil problema de não lagar o volume até a última página.

Quanto à arte de Katsuhiro Otomo, ela reflete o estilo dos anos 80, e o que poderia ser um traço datado, torna-se um estilo bastante próprio. A arte de Otomo tem surpreendente dinamismo e detalhe. Também gosto da organização dos quadros, todos cuidadosamente elaborados nos ambientes representados e possibilitando uma imersão eficaz na história. Por fim, eu adoro as caras e bocas do Kaneda, hahahaha.

Essa edição que a JBC trouxe é a versão definitiva de Akira. O trabalho editorial foi controlado pelo próprio mangaká e pela editora japonesa Kodansha. Ou seja, a partir de agora as edições de Akira publicadas no mundo terão o mesmo formato e as mesmas características, como por exemplo, à preservação das onomatopeias. Particularmente achei a edição muito bem cuidada e o formato 17,8 x 25,6 cm nos ajuda a perceber mais os detalhes das cenas, que são cheias de elementos. O único ponto negativo é o preço, que convenhamos machuca o bolso. Quanto a não tradução da orelha, foi um pedido do autor. Por isso a forma original do texto (em inglês e mandarim) fora mantida. Mas a JBC traduziu a orelha do texto em inglês e você pode conferir a tradução aqui.

No entanto esta não é a primeira aparição de Akira por aqui. A primeira vez que Akira apareceu no Brasil foi pela Editora Globo, entre anos de 1990 e 1998, numa edição tipo revistinha, com páginas espelhadas e colorizadas, tendo suas capas redesenhadas e totalizando 38 revistas. Uma heresia, sem dúvida. Mas naquela época o acesso ao material era através dos norte americano que trabalhavam dessa estranha forma.

♥ Akira ~ Meu Mangá, DVD e Blu-ray ♥

Para quem acompanhou Akira por essa antiga publicação ou por scanlacition, conhecem a grande potência dessa obra. E para aqueles que desconhecem, vá imediatamente assistir ao filme lançado em 1988, com sua animação e trilha sonora fodástica. Para ambos os casos, recomendo fortemente a aquisição da edição definitiva (^_~). Ah, quando o mangá for concluído por aqui, comento sobre a animação. Eu adoro esse filme! (*-*)

Com os eventos que cercam Kaneda e Tetsuo, os mistérios relacionados ao Projeto Akira e a evolução das personagens neste grande enredo, o mangá de Katsuhiro Otomo apresenta uma narrativa complexa para descobrir e redescobrir. Claro que depois deste primeiro volume, Akira está longe de ter revelado todos os seus segredos. Aguardemos com ansiedade o avançar da narrativa no segundo volume.

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Título: Akira
Título original: Akira, アキラ
Autor: Katsuhiro Otomo
Volume: Vol. 1 – Tetsuo
Tradução: Drik Sada
Editora: JBC
Páginas: 362
Ano: 2017