みなさんこんにちは… Estou (de novo) no Japão!

É isso mesmo que vocês leram no título da postagem: estou novamente no Japão (\^o^/). A superstição do Monte Fuji realizou-se, hahaha (*ありがとう富士さん*).

Como eu e meu marido estamos comemorando meia década de casamento (\^-^/♥\^-^/) decidimos fazer um tremendo esforço e revisitar o Japão. Felizmente deu tudo certo e estamos mais uma vez aqui, curtindo esse país lindo em seu momento outonal, com suas regras sem sentido de não tirar foto e de comidas deliciosas (^_^v).

A viagem, de 30 e tantas horas entre voos e conexões, foi previsivelmente cansativa, mas tranquila (*gostei de ter voado com a companhia holandesa KLM*). Assim que chegamos ao final da manhã no Aeroporto Internacional de Narita, partimos direto para Kyoto. Eu não sei como conseguimos chegar, pois eu e meu marido estamos dormindo em pé e o balançar suave do shinkansen não colaborava para nos manter acordados (*pelo extremo cansaço, ficamos com receio de dormir, perder a parada e bater lá em Hiroshima ou mais longe*).

Obvio que já visitamos lugares maravilhosos. Bem, depois conto tudo com mais detalhes por aqui; e acumulo com as postagens especiais da viagem do ano passado que ainda faltam serem publicadas.

Por ser uma viagem frenética, provavelmente o blog ficará paradinho. Não prometo, mas vou tentar comentar alguma coisinha daqui. No mais, estou muito feliz por estar repetindo esse sonho (^_^). Principalmente na companhia do meu honorável marido, que é meu parceiro há tantos anos ♥.

É isso (^_^). またね。

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[Completo ~ Kanzenban (FR)] Saint Seiya, de Masami Kurumada

No primeiro semestre deste ano completei (finalmente) a kanzenban francesa de Saint Seiya (Les Chevalier du Zodiaque), de Masami Kurumada. Fiquei muito feliz quando adquiri os últimos volumes (^o^v).

Para quem não sabe, kanzenban é uma edição definitiva de luxo, com material e acabamento de qualidade, tendo o conteúdo tratado (com retoque de arte, por exemplo) e anexado alguns extras. Somente títulos famosos (ou seja, rentáveis) ganham essa edição caprichada no Japão.

Em 2011 a Editora Kana iniciou a publicação da kanzenban de Saint Seiya na França. Acredito que tenha sido o primeiro país estrangeiro a publicar nesse formato especial. O trabalho gráfico da edição francesa é idêntico ao da japonesa. Comecei a importar na época do lançamento, mas nos finalmente, devido a outros gastos de maior emergência, conclui a coleção somente no inicio deste ano; sendo que ela foi concluída em meados de 2015. Felizmente deu tudo certo (^_^).

Para comemorar, afinal foram 22 volumes adquiridos, compartilho a abertura lindinha do jogo Os Cavaleiros do Zodíaco: Bravos Soldados, que resume a obra de Kurumada:

[Comentário OFF: acho essa abertura do jogo empolgante! Os animadores conseguem simular bem o traço do Shingo Araki e da Michi Himeno. Entretanto, o traço do trecho da Saga de Hades lembra bastante o do anime das fases Inferno e Elíseos. Ou seja, os animadores são bons em copiar, mas não conseguiram replicar o traço elegante de Araki e Himeno na ultima fase.]

Desde novembro do ano passado, a Editora JBC iniciou a publicação da kanzenban de Os Cavaleiros do Zodíaco no Brasil. Porém o formato daqui difere da edição original. A edição nacional ganhou capa dura e papel lux cream. Inicialmente eu achei que o trabalho gráfico deixou um pouco a desejar. Acredito que pela qualidade duvidosa do papel e o preço elevado. (…) Entretanto, atualmente estou achando a edição mais bonitinha e pensando seriamente em colecionar (>_<).

Enfim… Muito feliz de completar a kanzenban francesa de Saint Seiya (^_^v). Um dos meus mangás do coração ♥ ♥ ♥ ♥ ♥.

Dakishimeta kokoro no kosumo (\^o^/♫).

Mangá: Fragmentos do Horror – Junji Ito

Nascido em 31 de julho de 1963 na prefeitura de Gifu, Junji Ito abandona a carreira de dentista para se tornar mangaká. Em 1987 ele publica sua primeira obra, Tomie, na revista shoujo Gekkan Halloween. Esta obra lhe rende o Prêmio Kazuo Umezu e adaptações em live action. Com o sucesso de suas bizarras histórias, Ito-san é considerado o mestre, ou o príncipe, do mangá de terror e horror (*título mais que merecido*).

Em julho deste ano, a Editora DarkSide publicou Fragmentos do Horror. Uma coletânea originalmente pré-publicada entre 2013 e 2014 na revista shoujo Nemuki+, sendo A Mulher que Sussurra uma história pré-publicada na revista josei Shinkan, ambas as revistas da editora japonesa Asahi Shinbunsha. Em 2014 as one-shot foram compiladas, ganhando um encadernado intitulado Ma no KakeraFragmentos do Horror conta com oito one-shot: Futon, Monstro de Madeira, Tomio – Gola Rulê Vermelha, Suave Adeus, Dissecação-chan, Pássaro Negro, Magami Nanakuse e A Mulher que Sussurra.

Não vou me ater comentando cada história. Afinal qualquer detalhe pode entregar a surpresa e estranheza que essas narrativas causam. Então vá sem saber nada ou o mínimo possível (*quem avisa amigo é*). O efeito surpresa é o que vai lhe trazer a sensação de boa leitura. Entretanto, gostaria que soubessem que o desenvolvimento dessas tramas, tendo elas poucas ou uma quantidade de páginas maior, são extremantes fascinantes e que grudam na mente.

Minhas narrativas preferidas foram: Tomio – Gola Rulê Vermelha e Suave Adeus. A primeira narrativa trás uma agonia bem curiosa. Por outro lado minha segunda favorita trouxe uma história um tanto triste. Eu fiquei melancólica quando a conclui. (…) Já o meu honorável marido, que fez leitura compartilhada comigo, gostou mais de Monstro de Madeira e Pássaro Negro.

No final do mangá, há uma posfácio onde Junji Ito comenta que havia passado oito anos trabalhando em outros projetos, ou seja, sem criar narrativas de horror. Ele se sentiu enferrujado no desenvolvimento dessas histórias, principalmente com Futon. Sinceramente, eu não achei que as narrativas deixaram a desejar. Convenhamos que para alguém que passou quase uma década trabalhando com outras coisas, Fragmentos do Horror apresenta tramas mais que suficientes. O autor e o editor poderiam considerar essa coletânea como um bom aquecimento.

Bem, nesse mesmo posfácio, datado de 30 de abril de 2014, o mangaká também comenta sobre o falecimento de seu editor, o Sr. Toshiyasu Harada, e de seu gatinho Yonsuke. Fico pensando se Suave Adeus tenha sido inspirada neles. Afinal, Junji comenta “Como queria poder ter trabalhado com o Sr. Harada de novo. Seu passamento deixou um buraco no meu peito.”.

Ito Junji ♥

Quanto à arte de Junji Ito, é um traço estranhamente sofisticado, que combina perfeitamente com a temática do terror e do horror. Particularmente acho bonito (^_^). Destaco as expressões faciais, que fazem toda a diferença na narração e tensão gradual das histórias. Nessa coletânea, acho que Ito mistura seu estilo passado, com o estilo de seu trabalho autobiográfico (*me refiro ao engraçado mangá Ito Junji no Neko Nikki: Yon & Mu, do qual o autor conta a história de seus dois gatinhos*), mas sem deixar de registrar sua marca, suas características.

Em relação ao trabalho gráfico da edição nacional, que impecável! Material e impressão de qualidade. A Editora DarkSide trouxe tanto para os amantes de mangá, como para os amantes do terror / horror, um produto que não pode ser dispensado. Além disso, o design da capa, retirado do original japonês, te instiga a ler (*-*).

Não é a primeira vez que Junji Ito é publicado no Brasil. Tivemos por aqui o incrível Uzumaki – A Espiral do Horror, lançado em 2006 pela Editora Conrad, contendo três volumes. Espero agora, torço muito mesmo, que Ito-san ganhe força por aqui e que outras obras dele sejam publicadas. A DarkSide poderia publicar outras coletâneas, começando pela ordem cronológica.

Fragmentos do Horror trás tramas originais, que não causam medo, mas que irão imergir a fundo no seu subconsciente provocando aquela estranha agonia. Depois de segurar esse mangá, você saberá que este é um material especial, que merece um lugar na sua estante. Pois é uma obra que apresenta um bom panorama do mundo (aterrorizante) de Junji Ito.

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Título: Fragmentos do Horror
Título original: Ma no Kakera, 魔の断片
Autor: Junji Ito
Tradução: Akemi Ono
Editora: DarkSide Books
Páginas: 224
Ano: 2017