200 anos de Frankenstein: ou o Prometeu Moderno, de Mary Shelley

Meus amorzinhos ♥.

2018 marca o 200º aniversário da publicação do singular Frankenstein: ou o Prometeu Moderno, da escritora britânica Mary Wollstonecraft Shelley (1797 – 1851), que teve sua primeira edição publicada em 1º de janeiro de 1818.

O romance acompanha Victor Frankenstein, um apaixonado pelas ciências ocultas que está convencido de que pode criar vida. Numa noite, na solidão de seu laboratório, seu esforço se torna realidade; porém ele logo percebe as consequências de sua ação. Após criar o mostro, Victor foge aterrorizado. Mas é tarde demais: a criatura, rejeitada por todos, vai atrás de seu criador.

A história do surgimento da figura da criatura é tão famosa quanto à obra. A jovem Mary, aos 18 anos, estava com o esposo e os amigos numa temporada de verão do ano de 1816 na residência do poeta Lord Byron em Genebra, na Suíça. Numa das noites chuvosas que os confinou dentro de casa, todos se divertiam com histórias de terror de origem alemã; o clima descontraído sugeriu a Byron de desafiar seus convidados a criar eles próprios suas histórias sobrenaturais. Naquela mente singular, Mary concebeu a ideia de Frankenstein.

Eu, de minha parte, tentava pensar numa história – uma história capaz de fazer frente àquelas que nos inspiraram a empreender tal tarefa. Uma história que pudesse trazer à tona os medos secretos de nossa natureza e que despertasse um terror capaz de nos fazer estremecer – uma história que deixasse o leitor com medo de olhar ao redor, que lhe enregelasse o sangue e lhe acelerasse as batidas do coração. Se eu não atingisse esses objetivos, minha história de terror não seria digna do nome. (p. 10)

(…)

Ao deitar a cabeça sobre o travesseiro, não dormi, mas não seria correto dizer que fiquei pensando. Minha imaginação, livre de freios, apossou-se de mim e passou a me guiar, dotando as imagens que sucessivamente se formavam em minha mente de uma vividez que ia muito além dos limites habituais do devaneio. Vi – com os olhos fechados, mas com aguçada visão interna – o pálido estudante de artes profanas ajoelhado diante da coisa que criara. (p. 11)

• Citações retiradas da edição Frankenstein: ou o Prometeu Moderno, de Mary Shelley, da Editora Nova Fronteira (2014).

Inicialmente Mary acreditou que sua ideia seria uma narrativa curta. Mas encorajada por seu marido, Percy Shelley, ela expande para o que seria seu primeiro romance e o intitula Frankenstein: or the Modern Prometheus (Frankenstein: ou o Prometeu Moderno).

Além das características do romance gótico, Frankenstein é considerado o primeiro título do gênero da ficção científica. Ou seja, Mary Shelley é a fundadora de um dos gêneros mais queridos da literatura (*-*).

Minha relação com a obra começou nada boa. Por alguns anos resisti à leitura de Frankenstein. A razão de tal resistência? Bem, o motivo foi àquela adaptação cinematográfica horrível de 1994 que teve a audácia de se intitular Frankenstein de Mary Shelley (O_o). Sim, eu detesto esse filme. De certa forma a decepção me afastou da obra original por longos anos.

Imagem à esquerda: Projeto de Frankenstein. Imagem à direita: Frontispício de uma edição inglesa, publicada pela Colburn and Bentley em 1831. Gravura feita por Theodor von Holst.

Até que num belo dia, nas andanças pela pequena seção de livros de uma loja de varejo, os volumes individuais daquela coleção Mestres do Terror da Editora Nova Fronteira apareceram com 50% de desconto. Como é de conhecimento de vocês que acompanham o blog, levei as três obras. Acabei realizando um projeto no mês de outubro de 2015 chamado Especial Horror ~ Clássicos ~ ♥.

O romance de Mary Shelley foi o primeiro que li do projeto (*até obriguei solicitei gentilmente a meu honorável marido para ler comigo e discutimos o livro, hahaha*). Ainda custo acreditar que me apaixonei pela obra desde sua primeira página. Digo a vocês com toda sinceridade: Frankenstein foi uma das leituras mais intensas, empolgantes, singulares, inesquecíveis e todos os adjetivos de perfeição possíveis ♥. Ao concluir, imaginei como estava vivendo até hoje sem este romance fazer parte da minha vida (*exagerada*).

Mary Shelley, sua maravilhosa! ♥

Gostaria de reler Frankenstein: ou o Prometeu Moderno este ano. Reencontrar aquelas personagens, me emocionar com o drama da criatura (*eu sou team criatura*) e conhecer novos detalhes que provavelmente passaram despercebidos na primeira leitura (^_^).

Para finalizar, gostaria de expressar novamente meu amor por Frankenstein, de Mary Shelley. Fico muito feliz que esse romance primoroso faça parte da minha história como leitora. Mary, muito obrigada ♥. Parabéns pelos memoráveis 200 anos de sua obra-prima!

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2 respostas em “200 anos de Frankenstein: ou o Prometeu Moderno, de Mary Shelley

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