Os absurdos de Svetlana Alexievich, a Nobel de Literatura

Svetlana Alexievich Nobel de Literatura 2015Neste ano fiquei interessada em conhecer os livros-reportagens da jornalista bielorrussa Svetlana Alexievich, Nobel de Literatura do ano de 2015. Curiosa com mais uma mulher recebendo o prêmio fui pesquisar sobre a autora. Checando várias matérias e entrevistas, percebi um discurso direitista maquiado pelo pseudo-humanista.

Acredito que intenções políticas são envolvidas em qualquer prêmio de grande porte, principalmente numa época conturbada como a nossa. Nesses prêmios subjetivos, como o Nobel da Literatura e da Paz, por exemplo, é mais fácil trazer alguém que difame aquele que vai contra os interesses dos Estados Unidos e da Europa. Afinal, todos estarão atentos ao intelectual premiado, e será difícil desmerecer um Nobel.

Svetlana Alexievich é justamente esta peça. Uma autora com opiniões anticomunismo, anti-Putin e pro-Maidan, por suas declarações me parece também anti-Rússia, quase desconhecida em sua terra natal, pinçada num momento oportuno para difamar o atual governo da Rússia, ou seja, Vladimir Putin, que impede o Imperialismo de avançar com seus planos de desestabilização de outros países sempre sobre o falso discurso de implantar a democracia.

Contextualizando a situação da Rússia.

Em 2013 a Síria teria sido fortemente invadida pelos Estados Unidos da América se não fosse à ajuda da Rússia. Porta-aviões e navios de guerra norte-americanos estavam em localização específica nas águas mediterrâneas. A Rússia, defendendo a Síria, impediu o avanço dos invasores.

O governo secular sírio de Bashar al-Assad, democraticamente eleito pela população (dentro da limitada forma democrática possível na região), quer fazer parceria junto com o Irã e o governo russo na passagem do gás que planeja ser levado até a Europa. Desde muitos anos, o gás que abastece a Europa, ou grande parte dela, vem da Rússia.

Atualmente a Síria está em guerra civil, onde grupos terroristas financiados pela Arábia Saudita e Turquia (aliados dos Estados Unidos) estão tentando desestabilizar o país. Rússia e Irã unem forças com a Síria.

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A desestabilização da Síria é puramente econômica. Para que a Europa não compre gás da Rússia, o plano dos USA, com a ajuda de seus súditos, é tomar a Síria e colocar um governo fantoche. O objetivo do plano é que o gás do Qatar, localizado na região dos Emirados, passe justamente pela Síria, que é geograficamente uma localização estratégica. Desta forma os USA iriam levar o gás das monarquias teocráticas até a Europa de forma a eliminar a dependência da Europa do gás russo. Sem a venda do gás para a Europa, a Rússia iria perder seu maior trunfo politico e econômico.

A gradativa destruição do Oriente Médio se dá por forças americanas e europeias que sempre aparecem com o discurso maquiado de implantar a democracia. Engraçado que o Imperialismo não se importar com as ditaduras monárquicas e carrascas da Arábia Saudita, Jordânia, etc. Por coincidência todas são aliadas e patrocinadas pelo USA. Engraçado isso. Não se enganem, o motivo real para uma invasão de qualquer país é puramente econômica.

Depois desse tenso episódio, em 2014 começou a aparecer na Ucrânia, país que faz fronteira com a Rússia, grupos com discursos vazios contra corrupção (*até hoje me pergunto, quem é a favor da corrupção?*). Essas “manifestações populares”, liderada pelo Svoboda (grupo nazista), não passavam de uma tentativa de golpe de estado ao governo de Viktor Yanukovich que foi democraticamente reeleito pela população ucraniana e por coincidência fazia acordos comerciais importantes com o governo de Putin.

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(Imagem do lado esquerdo: Grupo nazista ucraniano Svoboda marchando com o retrato de Stepan Bandera, Coronel do Exército Nazista, e responsável pela morte de inúmeros russos e ucranianos que lutaram contra o nazismo. Imagem do lado direito: Grupo nazista Svoboda.)

O grupo que deu o golpe na Ucrânia, patrocinado pelo Imperialismo, chama-se Svoboda. É um perigoso grupo nazista extremamente violento, saudosistas de personalidades do nazismo ucraniano como o Coronel do Exército Nazista Stepan Bandera, e que erguem faixas com os seguintes dizeres “Deus e Ucrânia acima de tudo”.

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(Imagem do lado esquerdo: Oleh Tyahnybok, presidente do partido de extrema-direita conhecido como “Svoboda” (Liberdade), fazendo uma saudação nazista. Imagem do lado direito: Petro Poroshenko, do partido liberal, conservador e pró-Europa chamado Bloco Petro Poroshenko “Solidariedade”, atual presidente da Ucrânia posto após o golpe de estado.)

Além de agredir gratuitamente, principalmente cidadãos falando russo (agora o idioma é legalmente proibido na Ucrânia e até filmes russos são proibidos), os Svoboda também pegam pessoas contra sua ideologia e as queimarem vivas em público. O terrível massacre de Odessa, que aconteceu em 2014, onde mais de 40 pessoas foram queimadas vivas é um famoso caso desse bárbaro grupo nazista.

Vou deixar o ótimo vídeo do Eduardo Lima onde ele mostra a volta do Nazismo na Ucrânia.

Recomendo também que assistam a este outro vídeo (+18) que mostra a ação dos nazistas com civis. Adianto que o vídeo apresenta imagens com forte conteúdo, que podem causar mal-estar em pessoas sensíveis.

Segue o documentário (+18) bastante chocante sobre o massacre de Odessa que foi censurado pelo YouTube. Este documentário também apresenta imagens com forte conteúdo, que podem causar mal-estar em pessoas sensíveis. ~ A Verdade sobre o massacre de Odessa: Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Parte 5. Para baixar o documentário clique aqui. [Fonte: Guerra na Ucrânia]

Também vou disponibilizar a playlist onde o Eduardo compartilha mais de 400 notícias (legendadas em português) sobre o Golpe na Ucrânia até sua situação atual, e a playlist sobre a Guerra na Síria.

Atualmente o cenário permanece o mesmo, e a tendência é só piorar, porque além do governo liberal de Petro Poroshenko, que é o atual presente da Ucrânia, ter falido o país, regiões antinazismo querem se torna independentes com o intuito de formar a Novorossiya. Ou seja, a Ucrânia está em guerra civil.

A Crimeia, que era uma parte com mais independência da Ucrânia e que anteriormente fazia parte do território russo, vendo a situação caótica que os ultradireitistas implantaram no país, assim que a confusão começou quis logo se anexar novamente à Rússia e o pedido foi aceito após a votação do plebiscito. Outros MILHÕES de ucranianos fugiram do país solicitando asilo na Rússia e na Bielorrússia e foram acolhidos, ganhando moradia, trabalho e muitos até cidadania.

Com a tomada da Ucrânia, os Estados Unidos e a Europa estão cada vez mais fechando o cerco a Rússia. Ou será que a Rússia foi se colocar justamente no meio dos países que têm bases militares da OTAN?

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Rússia quer guerra… Veja o quão perto eles colocaram seu país das nossas bases militares.

Voltando a Svetlana Alexievich.

Com seu discurso pseudopacifista preocupada com a humanidade, Alexievich solta constantemente afirmações contra o governo de Putin, anticomunismo e pro-Maidan, tudo isso com teor e jargões da extrema-direita.

Só nesta matéria do G1, do qual separei algumas citações, Svetlana Alexievich mostra seu pensamento e intensão.

“Também não gosto desse 84% de russos que quer matar ucranianos”, acrescentou a escritora que nasceu em 1948 no oeste da Ucrânia.

Não sei de onde ela tirou essa porcentagem e afirmação. Talvez a porcentagem seja referente à alta aprovação de Putin pela população russa. Daí ela fez o favor de deturpar. Enfim, quem está constantemente sofrendo ameaças de invasão é a Rússia pela Ucrânia e aliados Europeus. E os mortos ucranianos se dão pela guerra civil que está acontecendo por lá e por ataques dos nazistas contra civis.

Engraçado que o ditador russo é tão tirânico que a Crimeia e milhões de ucranianos pediram socorro à Rússia sanguinária e acham melhor viver lá que na Ucrânia. Pessoal masoquista.

Além disso, Svetlana se mostrou convencida que, com sua campanha de bombardeios na Síria, Putin está levando seu país a um “segundo Afeganistão”.

Os cidadãos do Afeganistão tem uma opinião contraria a dela. Lá é o que é hoje por conta dos Estados Unidos armaram, treinaram e deram suporte aos chamados Mujahideen que lutaram contra as tropas soviéticas e implantaram no país, após a vitória, um regime religioso fanático muito nocivo às mulheres.

A escritora declarou ainda que ama “muito” a Ucrânia e lembrou que participou na revolução que aconteceu no ano passado em Kiev e derrubou o então presidente, Viktor Yanukovich.

Por este motivo, a escritora diz que tem muito respeito pelos ucranianos que, com seus protestos, expulsaram do poder o ex-presidente pró-Rússia Viktor Yanukovich em 2014.

Não era a senhora que dizia não gostar de revoluções já que as mesmas não produziam nada, a não ser sangue?!

De novo. O que aconteceu na Ucrânia foi um golpe de estado dos setores nazistas a mando dos Estados Unidos (despejando 5 bilhões de dólares para alimentar e formar grupos anti-Rússia) com o intuito de cercar cada vez mais a Rússia.

Svetlana Alexievich afirma ter participado da queda do presidente democraticamente reeleito Viktor Yanukovich, ou seja, do golpe. Diante de todas essas outras opiniões bastante absurdas e pro-Maidan, só me resta chegar à conclusão que nossa simpática Nobel de Literatura é uma grande apoiadora do atual regime ucraniano.

“A cada quatro anos novos líderes europeus chegam ao poder e pensam que vão poder resolver o problema de Lukashenko, desconhecendo que ele não é um homem digno de confiança”, disse em uma coletiva de imprensa a escritora bielorrussa.

Nesta outra matéria, do qual tirei a citação acima, a Nobel advertiu a União Europeia que Alexander Lukashenko, atual presidente democraticamente reeleito da Bielorrússia, não é confiável. Daí pesquisando, o atual presente faz acordo com os governos de Putin, Evo Morales e outros que não se curvam ao Imperialismo.

Resolver o problema? Ela estaria insinuando que a Bielorrússia deveria ser invadida ou desestabilizada economicamente por Europa e Estados Unidos? Alexander Lukashenko se recusa a se dobrar nesta ditadura financeira da União Europeia que só desgraçaria o país. O estado falido da Grécia é um bom exemplo disso.

Todas essas criticas sem cabimento e perigosas em relação ao Putin e a União Soviética, que a Nobel sempre compara, se dá pelo governo de direita keynesiana da Rússia não ser entreguista. Putin e seus aliados fazem realmente um bom trabalho (*e olha que eu não concordo com este tipo de governo, mas não sou cega*). Enquanto isso, com a constante degradação do Capitalismo, a ideologia Comunista está crescendo em grande parte da Europa e do Leste Europeu. Por exemplo, 72% da população da Hungria querem a volta da União Soviética. E eles não são os únicos.

Depois de todo esse panorama, fica fácil saber a razão do surgimento de uma escritora que apareceu magicamente, e leva em 2015 um prêmio importante que a torna mundialmente conhecida, trazendo justamente opiniões contra Putin e outros lideres e ao Comunismo. Muito conveniente.

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(Imagem do lado esquerdo: Afeganistão Soviético dos anos 70. Imagem do lado direito: Afeganistão atual dos Estados Unidos da América.)

O fato da Nobel de Literatura ser mulher, a 14ª a receber o prêmio, ajudou a ganhar mais os holofotes e a atenção do feminismo burguês, que pelo que venho notando, só se importa com o fato de ela ser uma mulher que escreve uma temática não habitual. Mas este feminismo não percebe ou desconsidera o discurso vazio e pseudo-humanista de extrema direita de Svetlana Alexievich. Discurso que ignora a morte de meninas e mulheres ucranianas e sírias.

Dai podemos pensar que os livros-reportagens da Nobel apresentem realmente fatos concretos e sejam interessantes de ler. Mas até nisso suas obras estão sendo criticadas por apresentarem falsos dados históricos.

She has a blithe indifference to facts. Numerous bold claims are made that are either unsubstantiated or flat out statistically false. Some are pretty minor (she says Belarus is a majority rural county; in reality, it stopped being so in the mid-1970s). Others are cardinal, such as her remarkable claim that radiation from Chernobyl was the most important reason for Belarus’ demographic decline. In reality, it was not the first or even tenth most important reason. In Belarus as in Russia and the wider USSR, mortality remained relatively low thoughout the late 1980s – recall that Chernobyl blew up in 1986 – due to Gorbachev’s anti-alcohol campaign. In Belarus as in Russia and the wider USSR, it soared after 1991 – that is, 1991 – 1986 = 5 years afterChernobyl – as the economy collapsed and the state lost its former monopoly over vodka production. [Fonte: The Unz Review]

Tradução Livre – Ela tem uma indiferença negligente aos fatos. Numerosas afirmações ousadas são feitas e não fundamentadas estatisticamente. Alguns são muito menores (ela diz que a Bielorrússia é um país majoritariamente rural; na realidade, ele deixou de ser assim, em meados da década de 1970). Outros são grandes erros, tais como a sua notável alegação de que a radiação de Chernobyl foi o mais importante fator para o declínio demográfico da Bielorrússia. Na realidade, não foi o primeiro, ou mesmo a décima razão mais importante. Na Bielorrússia assim como na Rússia e na URSS, a mortalidade permaneceu relativamente baixa até o final de 1980 – lembrando que Chernobyl explodiu em 1986 – durante a campanha anti-álcool de Gorbachev. Na Bielorrússia como na Rússia e na URSS, a mortalidade subiu depois de 1991, 5 anos após Chernobyl devido ao colapso da economia e da perda do estado de seu antigo monopólio sobre a produção de vodka.

Fica difícil querer ler um livro de não ficção que distorce fatos. Isso se agrava com o discurso absurdo e extremante danoso de Svetlana Alexievich, a Nobel de Literatura convenientemente pinçada.

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