XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará ocorreu entre os dias 15 a 23 de abril deste ano, com visitação gratuita, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Eu sempre conto os dias quando divulgam as datas, pois acho o evento agradável. Desta vez visitei a feira duas vezes. Agradeço a companhia da querida Lua e de sua família e dos bons reencontros com outras pessoas dos livros.

› Momentos Literários:

» Ana Miranda: Finalmente conheci a autora Ana Miranda (^_^). Eu gosto muito do estilo de escrita dela. Acho tão próprio. Comentei com ela que havia amado seu ultimo livro, Xica da Silva. Registramos o momento e ela autografou meu exemplar de Semíramis. Ana me disse que gostou da minha blusa com estampa de gatinhos (=*-*=). Foi um prazer conhecê-la e assistir sua palestra em conjunto com a escritora Marina Colasanti.

» Paulina Chiziane: Também conheci a escritora moçambicana Paulina Chiziane. Ela estava em algum estande que não lembro o nome, mas acho que era um referente à literatura africana. Nunca li nada dela, mas sei um pouco sobre sua história de vida. Paulina foi à primeira mulher a escrever um romance em seu país. Além da boa oportunidade de conhecê-la, adquiri seu livro As Andorinhas que foi devidamente autografado.

› Aquisições:

Na maioria dos estandes os livros estavam com preços salgados e os descontos fracos. Mas naqueles típicos estandes de dez reais, procurando muito, dá para achar alguma coisa legal. Minhas aquisições foram:

» A Revolução das Mulheres. Emancipação Feminina na Rússia Soviética, de Vários Autores (Editora Boitempo): Estava muito, mais muito interessada nesse livro. O motivo? Há um texto da Aleksandra M. Kollontai. Estou fascinada pelo que esta mulher fez no Governo Revolucionário. As russas ganharam igualdade numa só canetada quando Kollontai, ministra, modificou aspetos das leis que subjugava as mulheres. É nesse tipo de feminismo que eu acredito. Ações que fazem diferença na vida prática das mulheres.

» A Nova Mulher e a Moral Sexual – Alexandra Kollontai (Editora Expressão Popular): de acordo com as informações, este livro reúne dois textos da Kollontai que focam no aprendizado político e nas conquistas da revolução na construção das novas relações de classe e gênero. Ansiosa para ler. Afinal, é da Alexandra Kollontai.

» Reivindicação dos Direitos da Mulher, de Mary Wollstonecraft (Editora Boitempo): Este é outro livro de não ficção que estava curiosa para ler desde seu lançamento. Admito que o motivo inicial foi por a autora ser mãe da minha amada Mary Shelley. Só que quando li a respeito do escrito de Mary Wollstonecraft o motivo tornou-se outro. Será interessante conhecer o considerado um dos documentos fundadores do feminismo escrito no século XVIII.

» A Capital, de Eça de Queirós (Editora Globo): Eu não conhecia esse romance do Eça de Queirós. Então o levei sem pensar duas vezes. Afinal, Eça por 10 reais (mesmo empoeirado), seria vacilo não incluir na cesta. Em casa, mostrei minhas aquisições ao meu honorável marido. Na vez de A Capital, ele me disse que essa obra do Eça fora proibida na época da Ditadura Militar por o título lembrar a obra de Marx.

» Flor Negra, de Kim Young-Ha (Editora Geração): Li no inicio deste mês Flor Negra com uma querida amiga. No entanto minha leitura foi realizada em e-book. Como gostei demais desse romance histórico sobre a imigração coreana ao México, ia comprar o livro físico bem futuramente; só que acabei esbarando com essa beleza por 10 reais. Muito bom quando acontecem esses momentos de sorte.

» Duas vidas Gertrude e Alice, de Janet Malcolm (Editora Paz e Terra): outro momento de sorte foi encontrar essa biografia sobre o casal de escritoras Gertrude Stein e Alice B. Toklas que estava na minha lista de desejados há séculos. Paguei somente 10 reais. Foi um baita achado. Fiquei muito feliz.

» Who Fighter e O Coração das Trevas, de Seiho Takizawa (HQM Editora): deixei esse mangá passar na época de seu lançamento. Depois disso, acabou que nunca mais o vi. Enfim, achei um exemplar por acaso numa pilha bagunçada de 10 reais e tive de levar, porque se deixasse naquele amontoado o perderia para sempre, hahaha.

» Flash Gordon no Planeta Mongo, de Alex Raymond (Editora Pixel): Esse quadrinho eu comprei para o meu marido. Ele adorou! Gente, adquiri por 10 reais esse quadrinho luxuoso do Flash Gordon que custa R$89,90 nas livrarias. Então foi uma compra e tanto. Acho que nunca comprei um exemplar de ótima qualidade gráfica tão barato. Por isso, jamais saberei se ele gostou do quadrinho ou do preço (>_<).

» Ecobag “Todo poder aos sovietes” (Editora Expressão Popular): Sendo uma leitora que gosta de transportar seus livros com cuidado, inclui essa lindeza com estampa revolucionária para combinar com o look do dia, hahaha. Este ano a Revolução Russa completa 100 anos ♥. É um item comemorativo confeccionado pela Expressão Popular. Achei a qualidade do material ótima e resistente. Na estampa diz “Todo poder aos sovietes” referente ao Conselho Operário formado pela classe trabalhadora. Ou seja, o poder deve ser dos trabalhadores.

Gostei muito da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará! O evento foi organizado e cheio de atrações interessantes, além de acessíveis, pois nas palestras havia intérpretes da Língua Brasileira de Sinais. Acredito que essa foi uma das melhores bienais do estado. Já estou ansiosa pela próxima (^_^).

É isso. Até logo meu povo! (^o^/)

Mangá: Bonne nuit Punpun! (Oyasumi Punpun) – Inio Asano

Publicado inicialmente na revista Big Comic Spirits, da editora Shôgakukan, o seinen de Inio Asano foi produzido entre os anos 2007 e 2013. Bonne nuit Punpun! é o seu primeiro título de longa duração, apresentando 13 volumes no total.

Em Oyasumi Punpun acompanhamos as experiências de Punpun Punyama (posteriormente Punpun Onodera) desde a escola primária até seus 20 anos, e de alguns de seus colegas e familiares. Diferente das demais personagens, Punpun e sua família são representadas por um tipo de pássaro que parece mais ser um desenhado feito por uma criança, fazendo um contraste marcante e causando uma sensação de estranhamento na narrativa. Entretanto, a forma do protagonista muda de acordo com as situações, dando um simbolismo aos seus sentimentos.

Como disse, vamos seguindo os acontecimentos pelos olhos de Punpun: conhecemos seu primeiro amor, sua primeira masturbação, seus sonhos, suas dúvidas, suas frustrações, suas dificuldades da vida e sua percepção e incompreensão do mundo. A ingenuidade do personagem título vai rapidamente sendo atingida pelas decepções decorrentes dos vários episódios causadas pela sociedade. Para deixar a narrativa mais perturbadora, o mangaká apresenta uma seita secreta chamada Pegasus, que acredita no fim do mundo. De acordo com o líder, o fim será no dia do Tanabata Matsuri, em 7 de julho.

Para mim, um dos pontos fortes do mangá são as personagens secundárias que expõem com sinceridade suas histórias e dores. As mais curiosas de acompanhar foram a da frustrada Punpun Mama e a decadência de Seki Masumi. Vidas possíveis, infelizmente. Pareceu-me bastante condizente com a nossa realidade. Vale incluir as situações exageradas que revelam os sentimentos humanos refletidos dessa sociedade doente. Também destaco Deus (Kami, 神), que persuade a mente de Punpun com suas frases desestimuladoras, um tanto bizarras e violentas.

Inio Asano é um autor talentoso em narrativas curtas. Acredito que ele consiga trazer dramas mais marcantes. Como Bonne nuit Punpun! é uma obra mais longa, ele acaba complicando um pouco a psicologia de suas personagens, se repetindo e inclusive perdendo em alguns momentos o ritmo da trama. Durante a leitura, houve momentos que eu achava cansativo.

A impressão geral que tive da obra foi da desilusão da juventude para com a sociedade e das disparidades sociais devido ao ambiente social. Ou seja, parece que Oyasumi Punpun questiona o ambiente em que nascemos e de como ele pode ser influente a nos condenar ao fracasso simplesmente por ter nascido no lugar errado. O final principalmente dá essa impressão. Também acho que exista uma critica as confusas obrigações do povo japonês, como por exemplo, aparentar é mais importante do que ser. Isso se reflete muito na personagem Aiko, que teve seus simples sonhos prejudicados pelo seu insano ambiente familiar.

Kami, 神

Se essa for à mensagem da obra, achei insuficiente. Claro que numa família desestruturada há grandes chances da criança seguir um caminho infeliz. Mas essa desestrutura está além do ambiente familiar. Está mais fundo, no sistema que vinga a sociedade, onde o indivíduo sem pensar, capta e aplica essas regras na vida. Quanto mais o sistema vigente for competitivo, mais frustrações carregam as pessoas. Resumindo, os problemas apresentados no mangá perpetuam que a culpa do fracasso é a nível individual. O que não é verdade. O problema está no sistema individualista que condena boa parte da população a essa condição de angustias e frustrações. E numa sociedade alienada, como é o caso do Japão, esse absurdo é aplicado com mais força.

Não sei se foi intencional, mas acredito que as capas dos tomos tragam uma interpretação do que é a vida; claro que associada à narrativa da obra. Os volumes iniciais têm cores vibrantes que vão ganhando tons sombrios até que no ultimo volume as cores desaparecerem por completo. Ou seja, começamos cheios de sonhos e à medida que crescemos a dura realidade esmaga a esperança e apaga as emoções.

Quanto ao character design de Inio Asano, com exceção dos Punyama / Onodera que são desenhados numa infantil forma de pássaro, as demais personagens e os cenários apresentam um estilo realista e cheio de detalhes. Já os elementos fantásticos intercalam com desenhos que vão do simples ao complexo. O mangaká conduz com sucesso a combinação dos delírios e do realismo gráfico.

Oscilando entre tristezas e pequenas alegrias efêmeras, Bonne nuit Punpun!, de Inio Asano, é um mangá que aborda de modo agridoce, e um tanto repetitiva, as questões dos desconfortos e tormentos da vida.

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Título: Bonne nuit Punpun!
Título original: Oyasumi Punpun, おやすみプンプン
Autor: Inio Asano
Editora: Kana
Número de volumes: 13 volumes
Ano: 2012 ~ 2014

Livro: A Invenção de Morel – Adolfo Bioy Casares

Publicado originalmente em 1940, quando o argentino Adolfo Bioy Casares tinha 26 anos, A Invenção de Morel é um clássico inaugural e marco da literatura fantástica produzida na América Latina.

Narrado em primeira pessoa por um fugitivo condenado à prisão perpétua, pela justiça venezuelana, que chega sozinho a uma ilha inabitada. A ilha apresenta construções abandonadas, como um museu, uma piscina, uma espécie de hotel e um maquinário de complexo funcionamento.

Acreditando que a ilha estava desocupada, para seu profundo espanto, ele avista inúmeras pessoas transitando. Entre esses indivíduos, Faustine encanta o narrador. Ele faz tudo pra chamar sua atenção, mas curiosamente à mulher de seu interesse não o nota. Considerando esta estranha situação, o fugitivo tenta racionalizar e buscar uma resposta.

A narrativa como um gênero do realismo fantástico, também possível classificá-la como ficção cientifica, carrega uma série de reflexões difíceis de extrair. Minha leiga interpretação do tema discutido é referente às questões de sobrevivência, da consciência e da memória. Entretanto, levando em conta a época de publicação da novela, a Argentina havia acabado de completar dez anos desde o primeiro de sucessíveis golpes de estado que durariam 53 anos (1930 – 1983). Ou seja, o cenário no país de origem do autor estava com um governo fantoche de caráter fascista controlado por potências estrangeiras. E este cenário era idêntico em outros países da Americana Latina. Por isso acredito que tenha várias mensagens nas entrelinhas referentes a este período conturbado. Então no ato final da novela, interpreto que o narrador fugitivo, que provavelmente seja por questões políticas, deseja somente uma consciência tranquila, longe da opressão.

Interessante destacar que a obra de estreia do Casares é dedicada a Jorge Luis Borges. Os dois autores eram muito amigos e Borges escreveu um texto sobre A Invenção de Morel que normalmente vem nas edições como prefácio. Infelizmente a editora Folha de S.Paulo o excluiu dessa edição (*lamentável*). Agora tenho que providenciar.

Dizer que achei essa obra primorosa não é exagero. Casares constrói a narrativa com uma habilidade magistral. Admito que minha expectativa estava alta, e surpreendentemente ela foi alcançada (^_^). Mesmo curtinho, a obra exige do leitor total concentração para o grande mistério, para suas múltiplas interpretações. Eu, por exemplo, não consegui concluir em uma sentada. Precisei parar para organizar as ideias. Não que o livro seja difícil, longe disso, mas ele te exige de uma forma peculiar.

Gostaria de indicar a vocês, colegas leitores, que vão à novela sabendo o mínimo possível. Não tenho dúvida de que a experiência será maravilhosa. Eu fui sabendo quase nada e fiquei completamente surpresa quando conclui. Ah, minhas impressões não entregam nada da trama, só exponho a interpretação que tive, então podem ficar tranquilos quanto a isso.

A Invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares, é um livro simplesmente instigante e profundo. Uma grande e clássica obra da literatura latino americana. Todo mundo deveria ler essa perfeição. Eu, particularmente, amei (♥^-^♥).

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Título: A Invenção de Morel
Título original: La Invención de Morel
Autor: Adolfo Bioy Casares
Tradução: Sérgio Molina
Editora: Folha de S.Paulo
Páginas: 88
Ano: 2016

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A leitura de A Invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares, faz parte do projeto [TBR Book Jar Nomes da Literatura]. Para acompanhar os demais títulos do projeto recomendo que verifique esta publicação.

Livro: Anne de Green Gables – Lucy Maud Montgomery

No inicio do século XX, na Ilha do Príncipe Eduardo, no Canadá, o casal de irmãos solteiros, Matthew e Marilla Cuthbert, proprietários da fazenda Green Gables, estão planejando adotar um menino órfão de uns 11 anos para ajudar Matthew, que está sentindo a idade, com o trabalho no campo. Decisão tomada, Marilla instrui uma de suas conhecidas para trazer o tal menino. Entretanto a criatura que aparece na plataforma da estação é uma órfã: a pequena, ruiva, sardenta e imaginativa Anne Shirley, pronunciando claramente a letra “E” de Anne.

Anne de Green Gables, de Lucy Maud Montgomery, publicado originalmente em 1908, é o tipo raro de romance tão carismático que torna à tarefa de largá-lo difícil. No meu caso, eu diria impossível (*muito amor*). Os motivos para tal conquista é que a cada frase somos levados a um mundo maravilhoso, cheio de sentimentos poderosos, onde a beleza da natureza circunda e se mistura com a imaginação em constante florescimento dessa heroína tão única. Montgomery dá vida a uma garotinha encantadora, poética, humorada, inteligente, impulsiva e de caráter sem igual que encanta a todos. Seu lado imaginativo e dramático também trás desventuras, por vezes emocionantes, sendo outras desastrosamente cômicas.

O romance trás uma grande riqueza cultural e histórica, mostrando detalhes das figuras e dos costumes da pequena comunidade de Avonlea. Outros elementos que fazem o romance da autora canadense ser tão inesquecível são às belas descrições dos cenários e das estações do ano, principalmente pelo olhar aguçado de Anne. No entanto, um dos momentos mais belos da narrativa é a relação amorosa, porém firme de Marilla e Matthew para com Anne. Acho linda a troca de bons sentimentos entre eles, os dramas envolvidos e de como vão aprendendo a se amar e a se confiar. E eu adoro a Marilla e seu jeito sério com suas emoções escondidas (^_^).

Também aprecio a relação de Anne com a literatura. Não é o tema central da narrativa, mas a sutil presença dos romances está nos devaneios, nas brincadeiras ou nas confusões da protagonista. Por causa da leitura, de alguma forma, pôde ajudar Anne a suportar o cenário de sua vida como pequena trabalhadora ao cuidar de vários pares de gêmeos. Como igualmente auxiliá-la nos estudos após ser adotada pelos irmãos Cuthbert. Sim, ela é uma menina imaginativa, mas para tal imaginação teve influência de algo, e este algo acredito que seja devido ao seu amor pelos livros.

Lucy Maud Montgomery apresenta uma escrita leve e suave, ao ponto das palavras fluírem com grande facilidade e beleza; um verdadeiro deleite. Além disso, dá para notar algumas linhas de ironia. Por seu livro ser encantador em vários aspectos, surgiu em mim uma vontade de conhecer a Ilha do Príncipe Eduardo e sentir as descrições que a autora me proporcionou. Na ilha tem até um museu dedicado a Montgomery e sua principal obra, chamado Anne of Green Gables Museum.

♥ Edições das editoras Martins Fontes e Pedrazul (*My Precious!*) ♥

Eu tenho essas duas edições de Anne de Green Gables ♥. A primeira é a edição comemorativa do centenário da obra, publicada pela editora Martins Fontes em 2009, que inclui dois textos interessantíssimos como extra. Eu adoro tudo dessa edição! A segunda é da editora Pedrazul do qual fiz a releitura. Infelizmente não tem nenhum extra, mas a edição é muito bem cuidada. Recomendo qualquer uma das duas. Ou as duas, hahaha.

Acredito que não seja surpresa para alguns de vocês que acompanham o blog, o amor que sinto por Anne de Green Gables. Estava ansiosa para reencontrar Anne, mas esperei o tal momento certo. Nesta releitura, do qual fiz compartilhada com a Val, do blog Uma Pedra no Caminho, só reforçou ainda mais o meu amor por esta obra. Sinto-me extremamente feliz quando perambulo pelas páginas desse romance. Incrível como ele não perdeu a força para mim. Na verdade só aumentou (^_^). Não tenho dúvida que Anne é uma alma gêmea, que sempre me proporcionará momentos agradáveis de grande emoção que me farão sorrir e chorar.

Anne de Green Gables, de Lucy Maud Montgomery, traz uma impar e cativante protagonista que nos proporciona momentos inesquecíveis. É um magnífico romance de aprendizagem, que lida com precisão os temas de resiliência, da múltipla definição de família, da amizade e do companheirismo. Anne de Green Gables é o tipo de livro para carregar no coração com muito carinho por toda a vida ♥ ♥ ♥ ♥ ♥.

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Título: Anne de Green Gables
Título original: Anne of Green Gables
Autora: Lucy Maud Montgomery
Tradução: Tully Ehlers
Editora: Pedrazul
Páginas: 228
Ano: 2015