Livro: Férias de Natal – W. Somerset Maugham

Publicado originalmente em 1939, Férias de Natal, é meu primeiro contato com o escritor britânico (nascido na Embaixada do Reino Unido, em Paris, na França) William Somerset Maugham.

Como recompensa por desistir de suas pretensões artísticas como meio de trabalho e por prometer substituir o pai na empresa familiar, o jovem inglês Charley Mason, de 23 anos, irá passar o natal em Paris. Porém sem a companhia de seus familiares; é a primeira vez que Charley viajará sozinho. Com a nova condição, o protagonista está ansioso para reencontrar seu único e melhor amigo Simon Fenimore, que é correspondente de um jornal britânico.

Nesse reencontro, após o jantar, eles passam por um clube noturno. Observando as moças com os seios a mostra, Simon apresenta ao amigo a prostituta russa conhecida como “Princesa Olga”. Conversando com Charley, Olga revela que seu verdadeiro nome é Lídia e começa a contar sua triste história de vida. Diante da realidade narrada por Lídia, a concepção infantil da vida farta e tranquila do protagonista será quebrada.

Como o romance foi publicado no início da Segunda Guerra Mundial, o autor descreve através da personagem Lídia, a situação da Europa após a Revolução Russa. Mas pecando em encurtar acontecimentos da Revolução, do governo de Lenin e do início do governo de Stalin. Como a ação do romance se passa em Paris, a narrativa foca na capital francesa que foi uma das cidades em que houve imigração da elite russa. Pela ação dos Bolcheviques, que desapropriou a burguesia parasitária, exploradora e entreguista, inúmeras famílias da elite fugiram sem nada. Aos chegarem às várias cidades europeias, a burguesia do Imperialismo britânico e seus aliados, ficaram com medo da ação poderosa dos revolucionários; temendo a mesma ação dos trabalhadores em seus respectivos países.

Pela descrição da família de Lídia e outras partes da narrativa, me leva a crer qual lado o escritor Maugham defendia. Era bem comum nessa época inventar mentiras e exageros sobre o Regime Soviético e suas figuras revolucionárias (*invenções que perduram até os dias de hoje, como por exemplo, Nobel anti-russia e pró-maidan*). Entretanto sua propaganda anticomunista revela uma situação notoriamente mal intencionada na história familiar da personagem russa.

– Nem um só. Meu pai era socialista, mas era um homem tranquilo, pacato, absorvido pelos estudos, e não tomava parte ativa na política. Acolheu a Revolução com alegria e pensava que ela ia abrir uma nova era para a Rússia. Aceitou os bolcheviques. Só pedia que o deixassem continuar seu trabalho na universidade. Mas eles o expulsaram e um dia foi avisado de que ia ser preso. Fugimos pela Finlândia, meu pai, minha mãe e eu. Eu tinha doze anos. Vivemos doze na Inglaterra. Como, não sei. Às vezes meu pai conseguia algum trabalho, às vezes éramos ajudados. Mas papai vivia doente de tanta saudade. Nunca tinha saído da Rússia, a não ser quando estudara em Berlim. Não poderia acostumar-se à vida inglesa, e o desejo de voltar acabou por se tornar imperioso. Mamãe implorou-lhe que não o fizesse. Mas ele não poderia conter-se. Tinha de ir: o desejo era muito forte. Entrou em contato com o pessoal da embaixada russa em Londres, disse que estava pronto para qualquer trabalho que os bolcheviques lhe quisessem dar. Gozava de boa reputação na Rússia. Seus livros tinham sido muito elogiados. Era uma autoridade no assunto em que se especializara. Prometeram-lhe tudo, e ele embarcou. Quando o vapor atracou, ele foi agarrado pelos agentes da Tcheka. Ouvimos dizer que o levaram a uma cela, no quarto andar da prisão, e o jogaram pela janela. Disseram depois que fora suicídio. (p. 63 e 64)

Que narração tendenciosa (¬_¬). Como a própria Lídia afirma: seu pai não participava da política e era somente um simpatizante dos Bolcheviques, então qual a alegação de sua perseguição, prisão e morte? Não há nada disso no relato dela. A guarda Tcheka (polícia secreta da União Soviética) na época de Stalin não focava nesse tipo de indivíduo, mas em militantes trotskistas e rivais de Stalin, ou seja, em adversários comunistas que poderiam substituir o regime stalinista (*a URSS ficaria melhor com os trotskistas*). As mortes provocadas por Stalin foram à sua maioria de adversários e não de pessoas sem nenhuma atividade política; e no caso do pai de Lídia que era apoiador do sistema, não dariam a mínima para ele. Um exemplo famoso de burguês (filho de banqueiro) que apoiou Stalin e não sofreu nada, foi o filósofo húngaro György Lukács.

Engraçado esses indivíduos que se apoiam nas “mortes do comunismo” para defender o sistema capitalista. Oh pessoal demagogo. Os defensores do capitalismo não se importam com mortes. Se essa preocupação realmente existisse, eles seriam totalmente contra o sistema capitalista. Sistema este que matou e mata centenas de milhões de pessoa para garantir o poder das elites dominantes. A Inglaterra capitalista, por exemplo, foi o primeiro país a criar o campo de concentração, surgindo tal atrocidade na Guerra dos Bôeres (1899 – 1902; conflito na atual África do Sul).

Quanto a Revolução abrir uma nova era para a Rússia. Ela abriu essa nova e importante era. A Rússia com a Revolução de 1917 ganhou em tudo do Capitalismo. O país não sofreu com a crise econômica de 1929, os cidadãos tinham pleno emprego, saúde, população alfabetizada, etc. Na França capitalista, Lídia precisou se prostituir para sobreviver. Na Rússia a mulher não precisava se sujeitar a esse trabalho, pois elas tinham independência econômica.

Já o caso do personagem Simon, que na sinopse da edição o definem como comunista (O_o), inicialmente eu pensei que sua natureza áspera fosse devido a acontecimentos da vida que o tornara um completo babaca. Mas chegando ao final do romance, Simon revela sua verdadeira natureza: ele não passa de um insano que almeja dominar por qualquer meio. E esse pensamento é coisa de gente fascista.

Voltando a trama, diante da emigração russa, a população francesa criou uma desconfiança e lentamente as oportunidades de trabalho ficaram praticamente escassas para os russos, os empurrando para atividades de baixa categoria; dando a Lídia um destino infeliz. O autor também trabalha narrativas paralelas a partir desse encontro. Além da história de Lídia, conhecemos sua relação com o nativo Robert Berger, que a levou a uma situação sem volta. Também observamos a versão da história dessas personagens através dos jornais.

Mesmo com todas as invenções descabidas ao Comunismo, a leitura foi boa. Maugham tem uma escrita simples que combina com a prosa cheia de revelações, clichês e dramas exagerados. Como gostei de Férias de Natal, espero conhecer outras obras do autor britânico.

Férias de Natal, de W. Somerset Maugham, oferece um romance agradável de ler, que mistura dramas, suspenses e ilusões. Para quem não curte época natalina, seria um livro que eu indicaria.

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Título: Férias de Natal
Título original: Christmas Holiday
Autor: W. Somerset Maugham
Tradução: Leonel Vallandro
Editora: Folha de S.Paulo
Páginas: 256
Ano: 2016

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A leitura de Férias de Natal, de W. Somerset Maugham, faz parte do projeto [TBR Book Jar Nomes da Literatura]. Para acompanhar os demais títulos do projeto recomendo que verifique esta publicação.

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[Blu-ray] PEGASUS BOX e DRAGON BOX

Os Cavaleiros do Zodíaco é o meu anime preferido da vida ♥. Se eu fosse listar, Saint Seiya estaria no topo. Só para vocês terem uma ideia, o anime nunca perdeu o brilho para mim, por isso já perdi as contas de quantas vezes o re-assisti (^_^).

Então desde o lançamento da série em Blu-ray no Japão, eu estava aguardando a vinda da versão remasterizada para o Brasil. Bem, era somente questão de tempo, pois Saint Seiya é extremamente querido e rentável por aqui. Mesmo aqueles que não acompanham anime sabem o que é Os Cavaleiros do Zodíaco.

Depois de alguns anos o lançamento aconteceu \o/. Dos cincos boxes anunciados (Pegasus Box, Dragon Box, Cygnus Box, Andromeda Box e Phoenix Box), dois já foram lançados na versão Blu-ray (*pela primeira vez*) e DVD pela distribuidora PlayArte. O lançamento do Pegasus Box aconteceu em novembro de 2017 e o Dragon Box em março deste ano. Esperei para comprar os boxes em alguma promoção e adquiri os dois na versão Blu-ray recentemente (^o^v).

Vou compartilhar informações e minhas impressões acerca da edição nacional do Blu-ray do Pegasus Box (contendo três discos – Episódios 01 a 24) e do Dragon Box (contendo três discos – Episódios 25 a 48).

» Design: os discos estão armazenados em digipack e luva. Mesmo dando um ar bonito ao produto, particularmente detesto edições em digipack por sua fragilidade. Quanto à arte, a imagem do Seiya e do Shiryu estampada na luva, produzida pela própria Toei Animation para o lançamento no Brasil, são malfeitas. Convenhamos que os rostos e as poses ficaram bem estranhos. O coitado do Seiya parece que travou a coluna e ficou na posição a lá Mestre Kami (O_o). Já o digipack apresenta visual limpo, do qual achei agradável, porém ainda deixando a desejar no quesito de sofisticação. Bem, nota-se que o design não é o forte da edição nacional.

» Livreto: achei o livreto, que contém oito páginas cada, um item complementar muito legal. As informações incluem Guia de Episódios e de Personagens. São dados bastante conhecidos, mas incluir a data de estreia de cada episódio no Brasil foi bacana. O que deixa a desejar são novamente o design e algum erro de digitação. Como por exemplo, na descrição de Seiya de Pégaso: “(…) com seu professor Marin”. (O_o) O correto é que Seiya foi treinado por uma amazona. Poderiam também ter melhorado um pouco a descrição do Cavaleiro de Gêmeos.

» Tela do Menu: achei o design da tela do menu simpático, mas poderiam ter colocado uma fonte mais estilizada. Em cada disco há uma imagem estática diferente do personagem tema e ao lado trechos da abertura e algumas cenas aleatórias dos episódios ficam passando ao som da versão em português de Pegasus Fantasy (*acho feia a voz desse cantor*). Sobre tudo isso há uma película com textura do cosmo em tom avermelhada na Pegasus Box e esverdeada na Dragon Box.

» Formato da Tela: seguindo o padrão do Blu-ray japonês, o formato da tela da edição nacional é 4:3. Como o anime foi produzido nos anos 80 neste formato, acredito que a Toei Animation decidiu manter o padrão original para não mutilar a imagem (*caso seja isso, achei uma escolha sábia*).

» Áudio e Legenda: contém áudio Dolby Digital 2.0 em japonês / português e legenda em português. O áudio em português trás a redublagem do Estúdio Álamo de 2003, que corrigiu falhas como: armadura de ouro de Pégaso, cavaleiro Jabu de Capricórnio, etc.; e, além disso, é uma excelente dublagem. Bem, o trabalho de dublagem japonesa é impecável e a brasileira não fica atrás. Uma coisa esquisita é que a legenda não pode ser desativada quando o áudio está no original (*me pergunto se a Toei tem receio que os japoneses importem do Brasil pelo custo da versão nacional, para o padrão japonês, ser mais em conta*). Falando ainda da legenda, achei esquisito algumas partes: o personagem fala o nome de outro personagem, uma palavra ou curta afirmação e daí colocam uma frase qualquer que não foi dita (O_o).

» Qualidade de imagem e som: por ter sido remasterizado a imagem e som ganharam tratamento mais nítido. Como não tenho a edição japonesa para comparar, não sei se está igual. Enfim, a imagem me parece excelente. Quanto ao áudio, tanto em japonês como em português, também está limpo e bastante potente. Adorei o resultado (*-*). Ah, as cenas dos títulos de cada episódio permaneceram como a versão original (*graças a Zeus*). Comento isso, pois na versão em DVD de 2004 a Toei impôs um design padrão horroroso como substituto.

» Extras: em ambos os boxes, os extras estão presentes no ultimo disco. Quanto ao conteúdo é a mesma coisa nos dois: eye catchs, título dos episódios em português (*que diabo é isso?*), vídeo da abertura nacionalizado e vídeo de encerramento nacionalizado. Os dois últimos extras se repetem em ambos os boxes, o que é desnecessário. Espero que nos demais boxes incluam outros extras. Como extras exclusivos para o material nacional, poderiam incluir entrevistas (antigas e novas) com os dubladores e também fazer uma homenagem aos dubladores que já faleceram. Acredito que seriam extras muito legais. Enfim, fica minha sugestão.

No geral, achei o trabalho de design da versão em Blu-ray nacional bastante capenga. Sinceramente, para lançamento no Brasil a Toei aprovou um trabalho feito de qualquer jeito. Poderia também ter deixado mais elegante e diferente a versão em Blu-ray da versão em DVD, afinal pela primeira vez o anime chega com qualidade por aqui. Entretanto mesmo com esse visual deixando a desejar, é um artigo que vale muito a aquisição (com um bom desconto) pela qualidade remasterizada de imagem e som (^_~).

Mais uma versão para minha coleção repeteco de Saint Seiya (>_<), mas muito amorzinho (^_~♥). Ansiosa pelo Cygnus Box, que trará o melhor personagem (*-*).

Mangá: Orange – Futurs ~ Vol. 6 – Ichigo Takano

Algum tempo depois da conclusão do mangá, Orange acabou que ganhando histórias extras. Acrescentando mais um volume na grande obra de Ichigo Takano, o sexto tankoubon intitulado Orange – Futurs, que foi publicado originalmente na terra do sol nascente em 31 de maio de 2017, revive a história de Orange através da perspectiva do personagem Suwa Hiroto.

No primeiro capítulo, Futur, o Suwa do passado abre mão de sua felicidade e de sua vida futura com Takamiya Naho pelo bem de Naruse Kakeru, mas principalmente, eu acredito, que pelo seu amor por Naho. Sem duvida um ato altruísta que acaba o atormentando inicialmente, mas que depois o deixará com o coração tranquilo por ter feito essa escolha.

Alguns podem pensar que o Hiroto do futuro exigiu um pedido pesado demais para o seu eu do passado. Afinal, Suwa não passa de um adolescente apaixonado e seria desleal encarregar uma tarefa de extremo sacrifício a uma pessoa jovem. Porém, eu não consegui enxergar o pedido de Hiroto como uma roga egoísta ou um fardo para o jovem Suwa. Simplesmente acredito que o Hiroto do futuro preveniu o Suwa do passado pela angustia que ele carregou esses anos por ver constantemente Naho entristecida devido a esse acontecimento trágico. Então com o panorama desse novo futuro, me passa a impressão que a renuncia dos sentimentos do jovem Suwa seja por acreditar que ele poderia se sentir culpado ao se tornar um obstáculo na relação de Naho e Kakeru. Afinal, ele presa tanto por Takamiya Naho que prefere vê-la feliz e tranquila com quem ela verdadeiramente ama.

Seguimos então para os capítulos seguintes, Hiroto Suwa #1, #2 e #3, que para mim é o mais rico deste volume. Acompanhamos a história do Suwa Hiroto do futuro, como ele lidou com a morte de Kakeru e como ele se aproximou de Naho. O mais interessante dessa narrativa é a ousadia de Ichigo Takano. Ela explora os sentimentos de Suwa com grande tato, revelando que esse personagem, que acreditávamos ser o mais confiante, esconde insegurança e fragilidade.

Achei importante mostrar os flashbacks da amizade de Suwa com Naruse, pois reforça ainda mais a importância da figura de Kakeru. Outro ponto indispensável que me tocou profundamente foi à forma terna que a autora trabalhou a melancolia de Takamiya (*sério, deu até um aperto no coração quando li essa parte*). Acredito que Ichigo conseguiu desenvolver com compaixão o sentimento de tristeza de Naho, como também a aproximação sem jeito, mas tocante de Suwa, ao nascimento do relacionamento amoroso dessas duas personagens e principalmente do compartilhamento mutuo da angustia sentida por eles.

Além disso, a mangaká mostra como o grupo foi se separando pelo obvio rumo da vida, mas acredito que igualmente pela ausência do amigo querido. No entanto esse desmembramento, que causa certo estranhamento (*pelo menos em mim causou*), faz com que não seja total pela necessidade do grupo se manter unido com intuito de preservar a memória de Naruse Kakeru.

Quanto ao título original, no idioma japonês, pelo meu pouco conhecimento, existem duas palavras para dizer “futuro”. No caso de “mirai” [未来 (みらい)], refere-se ao futuro com sentido de desconhecido ou intangível. Claro que no japonês a definição da palavra trás todo um contexto à narrativa. Enquanto que nos idiomas como português, francês ou inglês, por exemplo, que não apresentam tal distinção, acaba que perdendo a poesia do título. Enfim, achei o título tão significativo, pois brinca com a incerteza das ações das personagens.

My precious! ♥ (Edição Francesa)

Anunciado durante a transmissão do ultimo episódio do anime e lançado nos cinemas japoneses em 18 de novembro de 2016, Orange: Mirai é uma animação especial produzida pelo estúdio Telecom Animation Film (subsidiária da TMS Entertainment), que narra exatamente à primeira parte do sexto volume; que como vocês viram, o mangá ganhou sua publicação no ano seguinte. Acredito que pelo sucesso (e por insistência ($) dos produtores e da editora) que Orange: Mirai acabou surgindo. Devo confessar que adorei a ideia de recontar a história principal a partir do ponto de vista de Suwa Hiroto (^_^).

No final do mangá há um posfácio onde Ichigo Takano comenta sobre a criação de Orange – Futurs, sobre assuntos delicados e, por fim, revela a futura publicação de um sétimo volume!!! (*deveras curiosa*) Ichigo explica que o título Futurs faz referência ao nome de uma música da dupla Kobukuro, chamada Mirai. Ela também revela que havia escrito essa história para a versão do anime, que estava em sua mente desde a criação de Orange. E inclusive pretendia que fosse o ultimo capítulo do mangá, mas acabou desistindo pelo motivo de não querer lançar uma história sobre um novo futuro logo que Kakeru foi salvo.

Vou deixar o PV oficial da banda Kobukuro, que canta a música 「未来」(Mirai); música esta que ficou como encerramento das versões animadas e do live-action. O clip ficou tão fofo, e a letra, que eu já tinha checado a tradução algum tempo atrás, combina bem com a impressão de melancolia e de esperança que a melodia provoca.

Orange – Futurs, de Ichigo Takano, é uma continuação inesperada, mas extremamente bem sucedida (^_^). O sexto volume trás uma grande sensação de satisfação (*o*). Já havia me emocionado quando assisti ao filme animado, mas na leitura do mangá as lágrimas caíram com mais intensidade. Maravilhoso. Maravilhoso ♥ ♥ ♥ ♥ ♥.

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Título: Orange – Futurs
Título original: Orenji – Mirai, オレンジ – 未来
Autora: Ichigo Takano
Volume: Vol. 6
Tradução: Chiharu Chujo
Editora: Akata
Páginas: 192
Ano: 2018